Cidades da região - Suzano, Mogi das Cruzes, Poá, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos - desenvolvem ações similares as de Suzano para tratar os dependentes químicos e fazer o combate ao uso de álcool e drogas. Entre as iniciativas estão atendimento psicossocial, palestras e orientações aos estudantes.
Em Mogi, iniciativa como o programa "Crack é Possível Vencer", desenvolvido em parceria com a União, é mantida. A ação é desenvolvida por meio das pastas de Saúde, Assistência Social e Segurança. Além disso, está em fase final de implantação duas unidades que serão entregues até o final deste ano, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) e a Unidade de Acolhimento Adulto (UAA), ambas instaladas na Vila São Francisco. Juntas, elas recebem investimentos de R$ 1.655.822,19.
A Prefeitura frisa que Mogi já conta com serviço para o atendimento a usuários de drogas, coordenado pela Rede de Atenção Básica em Saúde Mental, formado pelo Ambulatório de Saúde Mental, Caps II e Cecco, além de sete UBS's e da atenção hospitalar, respaldada pelo Hospital Luzia de Pinho Melo e pelo Centro de Reabilitação Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, que oferece 20 leitos de internação para pacientes com distúrbios psiquiátricos decorrentes do uso de álcool e drogas.
"O trabalho conta, ainda, com a participação da Assistência Social, que garantiu a ampliação das equipes de abordagem às pessoas em situação de rua, a maioria delas usuárias de drogas e álcool. Desde o final de janeiro, foi formada uma equipe intersetorial, envolvendo a Assistência Social, Saúde, Segurança e Serviços Urbanos, com a missão de buscar maior aproximação e diálogo com as pessoas em situação de rua, ofertando serviços de acolhimento e o Centro POP", completa.
A nova linguagem de abordagem, de caráter sistemático, tem trazido resultados positivos a Mogi, com encaminhamentos realizados à rede de saúde, além de possibilitar um trabalho de envolvimento junto à sociedade para que os auxílios aconteçam de forma a resgatar as pessoas em situação de rua. A cidade também trabalha na criação do Conselho Municipal Antidrogas, que envolverá diversos setores e áreas de interesse sobre o tema.
Em Poá, a Saúde acolhe os pacientes em condições de drogadição, independente do tipo de substância que se faça uso. O cidadão nesta condição pode buscar auxílio no Ambulatório de Saúde Mental, em qualquer dia útil da semana. Após acolhimento, o indivíduo é imediatamente encaminhado para atendimento por equipe multidisciplinar composta por médico, assistente social, enfermeiro e posterior início do tratamento com uso de medicação e participação nos grupos terapêuticos.
Caps-AD de Suzano
Pelo menos 400 pacientes, dependentes de álcool e drogas, são atendimentos continuamente pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps-AD) de Suzano. A unidade também faz o acolhimento diário de 20 pessoas - que frequentam o espaço em diversos períodos. Os dados são da Secretaria de Saúde. A iniciativa faz parte das estratégias da pasta de combate aos entorpecentes.
Proerd Itaquá
Itaquaquecetuba realiza anualmente o projeto Proerd em parceria com a PM, neste ano são 10 escolas envolvidas com a participação de 1,6 mil alunos. A Secretaria de Segurança também tem um projeto semelhante chamado Sementinha, onde são atingidas 900 crianças da rede municipal de ensino. Já o atendimento aos usuários de drogas é feito pelo Ambulatório de Saúde Mental e pelo Creas.