O governador Márcio França (PSB) vistoriou nesta quarta-feira (2) a Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-98), a Mogi-Bertioga, que foi liberada após 21 dias de interdição. A via estará disponível, mas ainda receberá a continuidade de obras no local, que devem durar 4 meses. Além da construção do muro de contenção, uma das pistas será duplicada, apenas no trecho onde houve o desabamento recente, a fim de amenizar a angulação da curva no quilômetro 98. Além disso, um trabalho de monitoramento de chuvas será realizado enquanto a obra não é encerrada, sendo passível de novas interdições caso o volume d'água exceda 80 milímetros na área.
A duplicação de fato deverá ocorrer por meio do Anel Macropolitano, projeto ainda sem previsão de ser executado. De acordo com o governador, que esteve na Mogi-Bertioga acompanhado pelo secretário de Logística e Transportes, Mario Mondolfo, a Defesa Civil e as equipes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), a prioridade é a segurança dos usuários da pista.
"As pedras principais foram retiradas. Vai ser construído um muro de contenção. A gente espera que seja suficiente", disse. "Não há risco para este tipo de operação. Mas é claro, esta é uma via na serra do mar, e a gente vai ter que pensar em alternativas mais definitivas".
A execução do Anel Macropolitano é uma das alternativas que visam levar segurança, definitiva a pista, por meio da duplicação. "Na previsão do Macroanel, que é fora do Rodoanel, consta uma alteração grande em toda a Mogi-Bertioga. A gente deve lançar esse programa com mais tempo porque envolve outro padrão de custo", explicou. Segundo França, as obras de contenção emergencial da via custaram R$ 6 milhões.
O projeto Macropolitano visa integrar duplicação à Mogi-Bertioga e aos municípios de Tapiraí e Juiquiá. "A gente vai ter que fazer duplicação como todo. Vamos melhorar a curva, fazer contenção do muro e segurar as pedras que não tem mais perigo porque já foram todas implodidas em pequenos pedaços". O novo anel viário ainda depende de financiamento.