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Região

População regional deve crescer 15% em 18 anos e ganhar 300 mil habitantes

Índice é maior que a porcentagem estipulada para o Estado e para a capital paulistana, que seriam de 0,4% e 0,2%

12 maio 2018 - 20h44 Por Marília Campos - Da Região
Dados de projeções populacionais da Fundação Seade apontam crescimento de 15% da população do Alto Tietê, nos próximos 18 anos. De acordo com o levantamento, que considera componentes demográficos como as taxas de fecundidade, mortalidade e migração, somadas, as dez cidades passarão de 1,5 milhões de habitantes para 1,8 milhões em 2035, sendo o crescimento médio de 0,8% ao ano. O índice é maior que a porcentagem estipulada para o Estado e para a capital paulistana, que seriam de 0,4% e 0,2% ao ano, respectivamente. 
 
Arujá é o município com o maior salto no número de moradores, com uma variação de 21%, alcançará 100 mil habitantes antes de 2030. Itaquá deve apresentar o segundo maior crescimento populacional da região, com 67,6 mil habitantes a mais que o atual índice, que gira entorno de 360,4 mil moradores, segundo a Fundação Seade.
 
A diferença maior que 15% também será sentida em Ferraz, que passará a abrigar 219,4 mil pessoas. Na pequena Biritiba Mirim e também em Guararema, a porcentagem de moradores crescerá cerca de 16%, em 18 anos, o que acompanha a média anual de 0,8% estipulada para o Alto Tietê. Em seguida, Mogi das Cruzes terá mais que 480 mil pessoas, se aproximando de meio milhão de habitantes. 
 
Antes de 2025, Suzano alcançará a população de 300 mil moradores e Salesópolis se mantém no posto de menor índice de pessoas, com 18,1 mil habitantes. Poá deverá crescer na ordem de pouco mais de 10 mil moradores, chegando a 124 mil pessoas na cidade, enquanto a menor variação de 9,1% é esperada para Santa Isabel, passando de 54 mil para 59 mil habitantes na década de 2030.
 
Em todo o Estado, o sistema de projeções do Seade prevê o aumento populacional de 7,7% durante o período analisado, passando de 43,9 milhões para 47,3 milhões de pessoas vivendo no território paulista. Já na capital, o índice varia 4,9% nos próximos 18 anos na cidade, passando de 11,7 milhões para 12,3 milhões de paulistanos.
 
Planejamento e integração entre as cidades 
 
A previsão para daqui a 18 anos é de que a população do Alto Tietê cresça 15%, alcançando 1,8 milhões de habitantes, conforme o sistema de projeções populacionais da Fundação Seade. Diante dos impactos que esse crescimento populacional possa causar à região, o professor e coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Braz Cubas (UBC), José Francisco Xavier Magalhães, aponta a necessidade de um melhor planejamento e ações de integração entre as cidades a fim de amenizar os eventuais efeitos negativos à vida em sociedade. 

De acordo com Magalhães, o fenômeno da urbanização é esperado em todo o mundo e as projeções futuras contribuem para a elaboração de um melhor planejamento de ações. "Para minimizar os impactos tem que ter o planejamento integrado. Para isso, temos o Estatuto da Metrópole".
 
A ferramenta citada pelo urbanista contempla a integração entre os municípios na questão de mobilidade, atenção ambiental e habitacional. "O estatuto vem para ajudar nesse sentido. É importantíssima a participação e cobrança popular, que tem o direito de opinar e conhecer os processos que envolvem a urbanização", orientou. 

Os reflexos da demanda já aparecem no Alto Tietê, que tende a formar uma conurbação com a capital paulista, de maneira a ocupar até as importantes áreas ambientais ainda vazias da região. "O crescimento é bom, mas precisa ser planejado. Hoje as cidades precisam crescer para dentro, compactas, para usufruir melhor da infraestrutura que é cara. O Alto Tietê tem a densidade populacional relativamente baixa, com áreas grandes de proteção, então tem a necessidade de o plano diretor se estabelecer em áreas já consolidadas". 

A ocupação na área central dos municípios deve se intensificar e a atenção com a população de baixa e média renda precisa ser reforçada, a fim de que a classe trabalhadora tenha condições de moradia e transporte. "É preciso estrutura e considerar o grande tempo de deslocamento".
 
De forma semelhante, o planejamento tem que refletir a situação de cidades dormitórias, quando grande parte do povo passa o dia na capital, retornando apenas para dormir. "As pessoas precisam se deslocar menos, para isso as cidades precisam de mais oportunidades (empregatícias)". 

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