De acordo com um levantamento do Programa "Queimadas" do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a região Alto Tietê não registrou nenhum indício de queimadas de janeiro a abril deste ano. No mesmo período no ano passado, nenhum incêndio de grandes proporções foi registrado.
A computação dos dados é feita através do satélite de referência, objeto responsável por detectar focos de queimadas em diversas regiões. "É o satélite cujos dados diários de focos detectados são usados para compor a série temporal ao longo dos anos e assim permitir a análise de tendências nos números de focos para mesmas regiões e entre regiões em períodos de interesse", informa.
Mesmo o Alto Tietê não apresentando foco de queimada, é importante destacar que a grande maioria das queimadas são causadas por ações humanas, sejam intencionais ou por descuido.
"As queimadas são proibidas por lei, exceto em caso de autorização específica. Portanto o correto é substituir o uso do fogo por outras práticas para limpeza da vegetação. Nos casos em que foi autorizado deve ser feito um planejamento de segurança para controlar o fogo obedecendo critérios que ajudam na prevenção e combate de incêndios", informa o programa.
As queimadas também podem ser causadas por ocorrências naturais. O clima, por exemplo, pode ser um fator determinante.
A falta de chuvas e o clima quente e seco podem propiciar riscos de queimadas. Além disso, a fumaça pode afetar o ambiente deteriorando a qualidade da água ou ainda contribuindo para a formação de chuvas ácidas.
Estado
No Estado de São Paulo, no mesmo período de tempo, houve um aumento de 19% nos focos detectados. Entre janeiro a abril de 2017, o satélite referência captou 229 focos, enquanto em 2018 foram captados 273 focos de queimadas.