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Região

Sem acordo com a administração, Educação de Poá mantêm greve

Reunião realizada entre o Executivo e representantes dos funcionários da Educação terminou sem acordo

07 junho 2018 - 21h40 Por Elaine Brum - De Poá
A Prefeitura de Poá se reuniu, nesta quinta-feira (7), mais uma vez com representantes dos servidores público municipal da Educação, que seguem em greve. O encontro terminou sem um acordo. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Poá (Sintep), Edgar Passos, a paralisação continua por tempo indeterminado e a adesão já atingiu 75% dos servidores. Os funcionários de creche são aqueles com maior participação na greve, que chega nesta sexta-feira (8) ao seu quarto dia. Uma nova concentração está prevista para hoje, às 8 horas, em frente a Câmara. 
 
Os servidores públicos pedem a reposição da inflação, segundo eles os salários estão congelados deste 2016. E solicitam ainda melhores condições de trabalho. 
 
Na reunião, os representantes dos grevistas foram recebidos pelos secretário de Governo, Comunicação Social e Meio Ambiente e Recursos Naturais, Augusto de Jesus; e o de Educação, Carlos Humberto Martins Duarte. Durante o encontro, foi solicitado, pela administração municipal, que seja apresentado, por parte do sindicato, no prazo de 48 horas, a relação de solicitações e medidas que os grevistas pleiteiam junto à Prefeitura. 
 
O Sintep afirma que os pedidos já foram apresentados e que a Prefeitura já tem ciência de todas as solicitações. “Eles alegaram desconhecer a pauta de reivindicação. Mas esta foi protocolada no dia 8 de março deste ano. A alegação é a data do documento que por um erro (de digitação) saiu com o ano de 2017. Mas no protocolo está expresso o ano de 2018. Ficamos surpresos com essas alegações”, disse Passos. 
 
O secretário municipal Augusto de Jesus destacou que o Executivo seguiu sempre aberto ao diálogo com todas as categorias de servidores públicos, visando oferecer, na medida do possível, melhorias ao bom funcionamento dos serviços.
 
“O chefe do Poder Executivo busca toda e qualquer alternativa que possibilite investimentos em todos os seguimentos da administração. Todavia, reforçamos que o momento financeiro é delicado, e consequentemente, qualquer ação que onere os cofres públicos carece de definição quanto às receitas geradas pelo ISSQN (Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza), que atualmente se sustenta pela frágil concessão de medida liminar, proferida no último dia 23 de março”, explicou.
 
Não é a primeira vez que os servidores em greve conversam com a administração municipal. Na última segunda-feira (4), o prefeito Gian Lopes (PR) recebeu os representantes do sindicato e funcionários de diferentes setores da rede municipal da Educação. “Foi um momento importante para ouvir as reivindicações e analisar as propostas, porém, sempre reforçando que no momento aguardo uma definição quanto as receitas geradas pelo Imposto sobre Serviços”, disse o prefeito na ocasião.
 
Paralisação
Em manifestação, nesta quinta-feira (7), os servidores chegaram a fechar o Viaduto Ayrton Senna com o objetivo de serem recebidos pela administração para uma possível negociação. “A partir de agora vamos buscar mecanismos e outras esferas que possam atender nossos pedidos. A atitude da Prefeitura até aqui foi quase que infantil. Queremos a presença de quem possa solucionar o problema. É um verdadeiro descaso, por parte do Executivo, com os servidores e consequentemente com a população”, finalizou Passos. 

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