O Alto Tietê registrou entre janeiro a maio deste ano apenas três queimadas. No mesmo período de 2017 não houve nenhuma ocorrência. Durante o ano passado inteiro, foram contabilizadas 79 queimadas. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com o órgão, os incidentes ocorrem, na maioria das vezes, por causas humanas - aberturas de novas áreas ou descuido - ou por causas naturais, por exemplo, a queda de um raio no local.
Das três ocorrências notificadas neste ano, duas aconteceram em Guararema e uma em Mogi das Cruzes.
A cidade mogiana durante 2017 inteiro foi a que mais registrou casos de queimadas, totalizando 28. Santa Isabel vem em seguida com 25. Guararema e Biritiba Mirim ficaram na terceira posição, com sete casos cada uma.
Salesópolis está na sequência da lista, tendo contabilizado quatro casos. Arujá, na quinta colocação, registrou três ocorrências de queimadas. Suzano vem logo atrás com dois casos. Já Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Poá, computaram um caso cada uma.
2016
Conforme publicado em 2016 pelo DS, o número de queimadas aumentou 370% no Alto Tietê, comparado a 2015. De janeiro a junho de 2016, a região registrou 47 focos de incêndio. O resultado do período passado foi de dez ocorrências em todo território pesquisado.
Estado
O número de queimadas aumentou 76% este ano, em comparação com o ano passado, no Estado de São Paulo. De janeiro a maio, foram 637 focos, enquanto no mesmo período de 2017 tinham sido 360, de acordo com dados do INPE.
Nos últimos cinco anos, apenas em 2016 houve mais queimadas no período, quando os satélites do INPE registraram 783. Em 2015, sob os efeitos da grande crise hídrica que atingiu o Estado, houve 387 queimadas.