Levantamento da Fundação Seade, ontem, mostra que 2.444 pessoas morreram por doenças respiratórias no Alto Tietê. Os óbitos foram registrados entre os anos de 2015 a 2017. No Estado, as mortes por problemas respiratórios representam o terceiro principal grupo de causas de morte, ficando atrás somente das doenças do aparelho circulatório (85.011 óbitos) e das neoplasias (54.286 óbitos).
Se for levar em contar a situação no Estado, a região seguiu o mesmo ritmo de aumento. Em 2015, as dez cidades do Alto Tietê contabilizaram 792 mortes. Um ano depois, houve um acréscimo de mais 20 óbitos, totalizando 812 mortes em 2016. E, em 2017, a elevação de mais 28 mortes, o que totalizou 840.
Segundo a Fundação Seade, a população com 60 anos é a mais atingida. Em 2020, o número esperado de óbitos no Estado seria de 40,5 mil, sem a interferência da atual pandemia causada pelo novo coronavírus.
Mogi das Cruzes é o município com o maior número de mortes por conta de doenças respiratórias. Somando os três anos, a cidade contabilizou 744 óbitos: 247 (em 2015); 239 (em 2016); e 258 (em 2017).
Suzano e Itaquaquecetuba também atingiram a marca superior a três dígitos de óbitos a cada ano por conta de doenças respiratórias.
Em 2015, o sistema de saúde suzanense registrou um total de 151 óbitos. O número caiu para 146, em 2016, mas voltou a crescer um ano depois atingindo 150 mortes em 2017. O mesmo cenário ocorreu em Itaquá. Eram 102, subiu para 140 e, no último ano da pesquisa, diminuiu para 129.
Se somar os três anos referentes ao estudo das sete cidades da região, o número de mortes por doenças respiratórias é de 682. Destas, Ferraz de Vasconcelos tem 222; Poá, totalizou 199; Arujá, registrou um total de 164; e Santa Isabel teve 137.
Completam a lista Biritiba Mirim, com 66; Guararema, que teve 61; e Salesópolis somou 33 óbitos devido às doenças respiratórias.