O número de mortes no trânsito envolvendo ciclistas no Alto Tietê cresceu 20% entre janeiro e maio em comparação com o mesmo período de 2020. Neste ano, foram registrados seis casos. Já nos primeiros cinco meses do último ano ocorreram cinco casos. Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga SP).
De acordo com o especialista em trânsito Nobuo Aoki Xiol, o número não é assustador. No entanto, ele reforça que faltam ciclovias e ciclofaixas nas cidades da região. “A situação não é tão ruim em relação a falta de ciclovias nos municípios. É preciso mais ações para dar segurança aos ciclistas”, frisa.
O último levantamento do Infosiga aponta que o número de mortes no trânsito envolvendo ciclistas na região, neste ano, representa 9,23% dos casos de acidentes fatais no trânsito durante o mesmo período. Ao todo, foram registrados 65 casos de morte no trânsito. Destes, seis das vítimas foram ciclistas. Líder do ranking são as motocicletas, que computaram 26 casos. Na segunda posição vem automóvel, com 16 casos. Mortes no trânsito envolvendo pedestres têm 15, além de caminhão e outros (não especifica quem é a vítima), com um caso cada um.
Mês a mês
Neste ano, o mês com maior número de mortes envolvendo ciclistas é maio. Durante o período foram registrados dois casos. Por outro lado, em maio de 2020 não houve registro de casos.
Os outros quatro meses – janeiro, fevereiro, março e abril – contabilizaram uma morte de ciclista cada um. O número de fevereiro, março e abril, em comparação com os mesmos períodos de 2020, se mantiveram. Já janeiro computou queda de 50%. Isso porque no primeiro mês do ano passado foram notificados dois casos.
2020
Em 2020, o Alto Tietê registrou 13 mortes de ciclistas no trânsito.