Há seis meses na gestão da Prefeitura de Mogi das Cruzes, o prefeito Caio Cunha (Podemos) ainda não sabe o que é estar à frente do Executivo em um cenário sem pandemia. Desde que assumiu, as forças estão concentradas no combate à Covid-19 e no avanço da vacinação.
Em entrevista ao DS na última semana, o prefeito fez um balanço da campanha de vacinação e detalhou os projetos que possui para a cidade dentro dos próximos anos.
Apesar das dificuldades enfrentadas durante o cenário pandêmico, o chefe do Executivo mantém a expectativa por dias melhores com a queda constante nos índices de novas contaminações e internações motivadas pelo vírus.
“Estivemos durante 26 dias com leitos acima de 100% da ocupação. Hoje, estamos com 47% da ocupação nos leitos de UTI e 50% de enfermaria”, disse.
Segundo o prefeito, os dados são reflexos claros do avanço da vacinação, que ocorre em velocidade acelerada na cidade. Entre as cidades da região, Mogi é a que mais vacinou até o momento. Até a última sexta-feira (16), o município havia aplicado 260.374 doses.
“É importante dizer que os cuidados precisam ser mantidos. A vacinação não imuniza 100%, ela abranda. Ainda há muitos casos de enfermaria, mas estamos contornando isso”, conta.
Acompanhando o ritmo de vacinação, Caio Cunha estima alcançar toda a população adulta com a imunização até o mês de setembro, seguindo o calendário vacinal estabelecido pelo governo estadual. No mês passado, o município promoveu uma megaoperação de 36 horas ininterruptas de imunização. Segundo o prefeito, o “Vacinaço” pode voltar a ocorrer se necessário.
“Estamos estendendo os horários de vacinação até próximo da meia noite, justamente para vacinar mais rápido. Tem a promessa de semana que vem chegar mais 30 mil doses, e se for preciso, podemos fazer novamente o Vacinaço. Não podemos perder tempo”, destacou.
Entre os projetos da Prefeitura, está a retomada das cirurgias eletivas, que foram interrompidas durante a pandemia. A expectativa é de que os leitos usados para os atendimentos de pacientes diagnosticados com o vírus voltem a ser usados para cirurgias assim que a imunização coletiva for realidade.
“Já há um planejamento para isso. A única coisa que estamos esperando é a vacinação por completo. Ainda há um fantasma da variante Delta, que já chegou em São Paulo. Caso tenha um novo pico, teremos que inclusive expandir os leitos de enfermaria”, explica.
Mesmo com a pandemia, as obras de construção da Maternidade Municipal, localizada no distrito de Braz Cubas seguem ocorrendo. De acordo com o prefeito, a expectativa é que os trabalhos sejam finalizados até dezembro deste ano.
“Por preocupação motivada pela Covid-19, conseguimos adiantar duas alas que foram entregues, mas graças a Deus não precisamos utilizar. A nossa ideia é finalizar até dezembro para no ano que vem já ocuparmos o espaço”, conta.