As prefeituras de cidades do Alto Tietê descartaram pedido, das empresas que operam as linhas de ônibus municipais na região, para aumentar o preço da passagem. Em algumas cidades as solicitações superam 100% de reajuste, o que elevaria o valor da passagem para R$ 9,00.
Atualmente, as passagens de ônibus municipais estão a R$ 4,20 (Santa Isabel), R$ 4,40 (Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano), R$ 4,45 (Guarulhos – Bilhete Único) e R$ 4,50 (Arujá, Guararema e Mogi das Cruzes).
As empresas argumentam que essas tarifas estão defasadas, em razão principalmente dos preços dos combustíveis, e tornam inviáveis a continuidade da prestação dos serviços. Em algumas cidades, as concessionárias pleiteiam o aumento das passagens ainda para esse exercício, quando normalmente as alterações de tarifas ocorrem no início de cada ano.
“Os prefeitos entendem que o aumento ocorrido no preço dos combustíveis e a projeção de novas altas no ano, somado à queda no volume de passageiros em decorrência da pandemia, tem gerado um cenário insustentável para as empresas, inclusive colocando em risco a operação dos transportes. Mas diante das dificuldades econômicas que ainda persistem e do alto índice de desemprego, descartam o aumento das tarifas nos índices pleiteados pelas concessionárias”, disse o secretário executivo do Condemat, Adriano Leite.
Segundo ele, estudos técnicos e frentes de negociação estão em andamento nos municípios para estabelecer um teto para o reajuste nas tarifas de ônibus. A expectativa é de que as cidades pratiquem índices equivalentes, visto a grande circulação dos moradores dentro da própria região. Além disso, São Paulo também deverá ser uma importante referência.
“As cidades buscam uma alternativa equilibrada e justa, que garanta a continuidade dos serviços com o menor impacto possível aos usuários”, concluiu o secretário do Condemat.