A economia do Alto Tietê vai aquecer a partir da próxima semana, quando a indústria de transformação começa a pagar o 13º salário aos trabalhadores. Com a maior média salarial e um saldo positivo de 70.400 postos de trabalho ativos, a expectativa é de que o setor injete cerca de R$ 250 milhões extras, neste final de ano, na área de abrangência da Diretoria Alto Tietê do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Nas cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano, a indústria de transformação é responsável por 25% dos empregos formais. Esses trabalhadores, em sua maioria, receberão a primeira parcela do 13º salário até o dia 30 desse mês e o restante até 20 de dezembro, com a ressalva de que algumas empresas optam por um único pagamento.
Uma pesquisa da Fiesp (Federação das Indústrias) e Ciesp, divulgada nesta semana, mostra que 8 em cada 10 indústrias – 84,7% - não pretende buscar financiamento bancário para o pagamento do 13º salário, no melhor resultado desde 2008.
“A economia continua bastante difícil e instável, mas as empresas cada vez adotam o provisionamento ao longo do ano para arcar com o 13º salário e não ter maiores problemas. Essa programação é importante para o equilíbrio financeiro das empresas e, principalmente, para assegurar o benefício dos trabalhadores, que esperam por esse recurso extra para quitar dívidas e investir, fazendo girar outros setores da economia”, ressalta o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro.
No Alto Tietê, atualmente são cerca de duas mil indústrias de transformação, com destaque para as cidades de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano, que concentram o maior número de empresas. O setor paga uma média salarial de R$ 3.500,00 e encerrou o mês de setembro com um saldo positivo de 70.454 empregos (dados Caged).