A Prefeitura de Mogi das Cruzes deixou de arrecadar cerca de R$ 23 milhões em impostos com a isenção do ISS para empresas de transporte público. Foi o que informou, ontem, o prefeito Caio Cunha, que também anunciou, nesta terça, o fim da prorrogação da isenção.
O valor, segundo explicou o prefeito, refere-se aos últimos 8 anos, período em que a isenção estava em vigor.
Segundo explicou na postagem, a isenção veio para tentar baratear a passagem. “Mogi das Cruzes, historicamente, sempre teve a tarifa de ônibus mais cara do Alto Tietê. Na prática, cada passagem custa hoje R$ 4,68 (R$4,50 é o valor que chega ao usuário final). Mesmo com a isenção de ISS, válida até o fim deste ano, o valor ainda era o mais caro de toda a região. Isso não faz sentido algum!”, disse.
Com o fim da isenção, Caio Cunha diz que o valor poderá ser revertido em “investimentos para melhorias na cidade”.
O prefeito também anunciou que está sendo elaborado um novo traçado dos ônibus, para ter um “ transporte público mais eficiente, rápido e inteligente”.
Tarifa em Mogi
A Prefeitura anunciou nesta terça que a tarifa de ônibus da cidade não será reajustada.
“Historicamente, Mogi das Cruzes sempre teve a tarifa mais alta da região. Estamos trabalhando muito para que isso deixe de acontecer e que a tarifa seja a mais baixa possível, com muita transparência. A Prefeitura está trabalhando para fazer o melhor transporte para a nossa cidade, sem que o passageiro pague a conta”, afirmou a prefeita em exercício.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana está analisando as planilhas e os dados apresentados pelas empresas, mas as solicitações protocoladas pelas concessionárias, que superam os 50% de reajuste, já foram descartadas.
A empresa Princesa solicitou o reajuste da tarifa para R$ 7,04 (R$ 2,54 a mais, o equivalente a um aumento de 56,44%), enquanto a empresa Mogi Mob pediu que o valor passasse a ser de R$ 7,08 (R$ 2,58 a mais, o equivalente a um aumento de 57,33%). Atualmente, o valor da tarifa é de R$ 4,50.
“São duas empresas e duas formas diferentes de cálculo da tarifa, que estão previstas em contrato. A partir do momento em que as solicitações são apresentadas, é feita uma análise, uma auditoria interna nos dados. Este trabalho está em andamento e deve ser feito com muito cuidado”, disse a secretária Cristiane Ayres.