Profissionais da saúde do Hospital Guido Guida, em Poá, marcaram uma greve para esta segunda-feira (22), em frente ao hospital. Eles reclamam de problemas com horas extras, férias e folgas; condições de trabalho inadequadas; perseguição aos servidores e mudança de horário dos médicos. A Prefeitura promete adotar “medidas cabíveis”, por entender não haver motivação para a paralisação.
O Sindicato dos Médicos do Estado (Simesp) cita várias reivindicações dos profissionais. Entre elas, uma possível mudança de horário dos médicos com a terceirização do Hospital Municipal Dr. Guido Guida, o principal da cidade, e a falta de pagamento de horas extras.
“Há um ano sem previsão de pagamento das horas extras, os trabalhadores vão realizar um ato de greve e uma nova assembleia, no próprio dia 22 de novembro, às 18h, para deliberar sobre os rumos da mobilização. As atividades ocorrerão em frente ao Hospital Municipal Guido Guida”, diz o documento.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Poá informa que as reclamações apresentadas pelos médicos que atuam no Pronto Atendimento Municipal Doutor Guido Guida não têm fundamento.
A administração da prefeita Marcia Bin diz que o pagamento das horas extras exigido pelos médicos está sob análise da Secretaria de Assuntos Jurídicos. Afirma ainda que os médicos prestaram concurso para trabalhar na rede municipal como “Plantonista 12 Horas”, fato que está sendo respeitado pela Administração Municipal.
Sobre a suposta perseguição, a Prefeitura disse que “o procedimento é uma ferramenta administrativa utilizada para esclarecer determinado ato ou fato e, somente em casos que haja a comprovação da autoria ou existência de irregularidade praticada no serviço público, o servidor poderá receber a aplicação de penalidade”.
De acordo com a Prefeitura de Poá, não é possível falar sobre as “melhorias de condições de trabalho”, já que não possui nenhuma informação sobre quais pontos os profissionais estão se referindo e que, assim que estiver em posse do conteúdo, também virá a público para esclarecer os pontos ou responder aos questionamentos, assim como foi feito com os apontamentos anteriores.
Um dos trechos da extensa nota do Sindicato dos Médicos diz que os profissionais aumentaram suas jornadas de trabalho para suprir os plantões durante a emergência sanitária, já que as equipes estão “desfalcadas”.
“Sob a promessa de receberem pelas horas extras e de que estas seriam incorporadas no banco de horas quando ultrapassado o limite permitido por lei, houve profissionais que chegaram a trabalhar 96 horas seguidas”, diz o documento.