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Região

Estado realiza encontro em Mogi e planeja ação sobre temática LGBT

Reunião contou com a presença de psicólogos, diretores, dirigente de ensino e membros do Fórum LGBT

15 fevereiro 2022 - 22h30 Por de Mogi
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo promoveu um encontro, nesta segunda-feira (14), na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Mogi das Cruzes, para traçar um plano de ação sobre a temática LGBTQIAP+. A escola ficou em destaque na semana passada após uma aluna trans ser espancada por outro aluno da unidade escolar.
 
A reunião contou com a participação da primeira diretora transexual da rede estadual, Paula Beatriz, a primeira deputada transexual de São Paulo, Erica Malunguinho, representantes da Apeoesp e do Fórum LGBT de Mogi das Cruzes, psicólogos, diretores, dirigente de ensino e representantes do Conviva, programa da Seduc-SP que visa identificar vulnerabilidades em cada unidade escolar para a implementação do Método de Melhoria de Convivência (MMC), além de atrelar ações proativas de segurança.
 
Na atividade, foram debatidas e pré-definidas algumas ações pautadas nas causas LGBTQIP+, de forma pontual na escola e também de maneira macro, envolvendo a unidade escolar e a comunidade, de forma centralizada e voltada para toda a rede estadual de educação de SP.
 
Entre as ações, vale destacar a criação de um projeto voltado para a formação continuada dos profissionais de educação referente às questões de sexualidade e identidade de gênero, entre outros pilares que envolvem a desconstrução da transfobia, homofobia, além das demais formas de preconceito e discriminação social.
 
“Uma das nossas ideias é criar uma formação continuada para os profissionais da educação de SP que seja voltada exclusivamente para as questões que envolvem as pautas LGBTQIPA+, a exemplo da Trilha Antirracista desenvolvida pela Pasta e que traz à tona temas atuais para combater toda e qualquer forma de discriminação racial”, explica Henrique Pimentel, Chefe de Gabinete da Seduc-SP.
 
Paralelo a isto, será realizado, dentro da próxima semana, um mapeamento dos estudantes que usam nome social em todo Estado para que seja realizada uma escuta ativa das demandas e uma avaliação a respeito de como a rede estadual está acolhendo este público, assim como o que a Pasta pode fazer para ajudar com melhoria da qualidade de vida de estudantes dentro das escolas.
 
Dentro da escola
 
Também ficou definido o uso dos Clubes Juvenis da escola para apoiar a abordagem do tema com os estudantes e também a conscientização junto aos professores.
 
Quanto à ocorrência da última semana, a Pasta esclarece que a aluna agredida está em casa, por decisão dos pais e responsáveis, e não terá prejuízo em sua aprendizagem, tampouco ficará sem a garantia do direito à educação. A ela e aos seus familiares foi dada a opção de escolha entre continuar na EE Galdino Pinheiro Franco ou a transferência para outra unidade estadual.
 
Enquanto a família avalia a melhor alternativa, a estudante seguirá acompanhando as aulas via Centro de Mídias SP, acessível pela TV, celular ou computador. Já está disponível para a aluna, assim como para os outros estudantes envolvidos na ocorrência, o serviço dos Psicólogos da Educação, do Programa Conviva.

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