O número de mortes no trânsito no Alto Tietê, em janeiro, caiu 16,67% em comparação com o mesmo período de 2021. No ano passado, foram registrados 12 casos. Já em 2022 despencou para dez casos, ou seja, dois a menos. Os dados são do sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga).
De acordo com o levantamento, o número de acidentes de trânsito com vítimas fatais em janeiro de 2022 foi o menor para o mês em cinco anos. Este é o segundo menor índice para janeiro desde o início do levantamento, em 2015, perdendo apenas para o registrado em 2017.
Dos dez acidentes com óbitos ocorridos entre janeiro deste ano, quatro ocorreram em Mogi das Cruzes. Já Arujá computou três casos. Os demais aconteceram em Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Salesópolis, cada cidade com um óbito.
Em relação ao sexo das vítimas, oito eram homens e apenas uma era mulher. O décimo caso não foi divulgado. Já a faixa etária varia entre 21 e 77 anos.
Outro segmento que o levantamento aponta é o tipo de veículo de locomoção da vítima. Dos dez casos em janeiro de 2022 na região, em cinco deles as vítimas eram pedestres, três eram motoristas, um ciclista e um motociclista. Além disso, foi divulgado o tipo de acidentes: seis foram atropelamentos, duas colisões e outros dois que não foram divulgados.
O especialista em trânsito Nobuo Aoki Xiol ressaltou que a região sofre com um número acentuado de atropelamentos. Para reduzir este índice, ele disse que são necessárias mais ações em prol aos pedestres. "De forma genérica é preciso mais sinalizações, faixas elevadas e fiscalização. Tudo para que o condutor de preferência para o pedestre. Na maioria das vezes, hoje em dia, o pedestre não é respeitado. Assim, ocorrem muitos atropelamentos", explica.
Os dados do Infosiga também mostraram que na maioria dos casos (9) as vítimas morreram no mesmo dia. Apenas em um caso a morte foi registrado no dia seguinte. Outro fator é onde ocorreram os acidentes. Segundo o levantamento, 50% dos dez casos ocorreram em vias municipais, 40% em rodovias e 10% que não foi divulgado.