A Secretaria de Estado da Saúde confirmou a falta de medicamentos nos hospitais estaduais do Alto Tietê. De acordo com a pasta, a principal causa do problema é a falta de produtos no mercado. A falta de remédios ocorre em todos os hospitais do Estado.
O Alto Tietê conta com quatro hospitais estaduais: Luzia de Pinho Melo e Doutor Arnaldo Pezutti Cavalcanti, ambos em Mogi das Cruzes, Doutor Osíris Florindo Coelho (Ferraz de Vasconcelos) e o Santa Marcelina (Itaquaquecetuba).
A amicanina e a gentaminina estão entre os medicamentos em falta. De acordo com a pasta, entre os problemas mencionados estão: falta de matéria-prima para produção, defasagem de valores na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a incapacidade de produção para o volume da demanda.
Ainda de acordo com o órgão, alguns laboratórios estacionaram a produção da versão do medicamento dipirona injetável. Os laboratórios que ainda estão produzindo não atendem à demanda. Os pacientes seguem recebendo o medicamento na versão oral.
O Estado também confirmou que os insumos ocitocina e imunoglobina humana estão em processo de aquisição. Segundo a pasta, o Estado conta com um programa de monitoramento, controle, logística e reforço dos estoques. O programa foi criado em 2019. O intuito é agilizar o planejamento, processos de compra e a manutenção dos abastecimentos dos medicamentos nas unidades hospitalares do Estado. A pasta descartou ainda a falta de amoxicilina nos hospitais.
O DS questionou o Estado após as farmácias revelarem a falta do remédio.
Em matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense, hospitais (públicos e privados) e farmácias de São Paulo e de outros Estados têm relatado falta de medicamentos. De acordo com a reportagem do jornal os medicamentos vão desde produtos básicos como antibióticos e dipirona injetável, a remédios de alto custo, utilizados no tratamento de doenças como lúpus, Guillain-Barré e Síndrome de Crohn.