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Licitação

CPTM lança licitação para manutenção de trens na região

Composições atuam em cinco linhas da companhia, inclusive nas atendidas pelo Alto Tietê

04 setembro 2022 - 17h00 Por Guynever Maropo - Da Reportagem Local
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) divulgou o processo licitatório para contratação de novas empresas. Será responsável pela manutenção preventiva e corretiva em 35 de seus trens, da série 8500.
As composições compostas nessa frota podem circular nas cinco linhas da companhia. Inclusive nas linhas 11 Coral e 12 Safira que atendem o Alto Tietê.
 
A contratação visa a prestação de serviços técnicos especializados de engenharia para a manutenção, “com fornecimento de materiais e insumos, aferidos por padrões pré-definidos de qualidade, confiabilidade e disponibilidade”.
A Sessão Pública está prevista para 27 de setembro a partir das 10 horas.
 
O processo de reparos e correções é normal, visto a complexidade de um equipamento utilizado diariamente no transporte de pessoas. Os trens são compostos de oito carros de passageiros com salão único, ou seja, sem divisórias entre um carro e outro. 
 
Permite aos passageiros ir de uma ponta a outra do trem sem a necessidade de desembarcar e embarcar novamente.
 
Compra
 
O processo de licitação para a compra dos trens, com oito vagões cada, foi realizado em 2013 em dois lotes, num contrato total de R$ 1,8 bilhão. A entrega da série 8550 sofreu atrasos e só foi completada no final de 2019, com a entrada em operação da última unidade do pacote de 35 trens para a linha 11-Coral.
 
A licitação de um lote foi vencida pela fabricante espanhola CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), que envolvia a compra dos 35 trens da série 8500. 
 
A do outro lote, com 30 trens da série 9500, foi vencida pelo consórcio Iesa Hyundai-Roten.
 
A entrega de todos os trens estava prevista para julho de 2016, mas sofreu atrasos. 
 
Além de investigações do Ministério Público, as empresas passaram por dificuldades nesse período. 
 
A CAF imputou o atraso à troca do banco financiador do contrato, que teria exigido mudanças na taxa de nacionalização de peças e equipamentos.
 
A Hyundai-Rotem alegou a falência da Iesa, sócia do consórcio, que entrou em recuperação judicial em 2014.

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