A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) divulgou o processo licitatório para contratação de novas empresas. Será responsável pela manutenção preventiva e corretiva em 35 de seus trens, da série 8500.
As composições compostas nessa frota podem circular nas cinco linhas da companhia. Inclusive nas linhas 11 Coral e 12 Safira que atendem o Alto Tietê.
A contratação visa a prestação de serviços técnicos especializados de engenharia para a manutenção, “com fornecimento de materiais e insumos, aferidos por padrões pré-definidos de qualidade, confiabilidade e disponibilidade”.
A Sessão Pública está prevista para 27 de setembro a partir das 10 horas.
O processo de reparos e correções é normal, visto a complexidade de um equipamento utilizado diariamente no transporte de pessoas. Os trens são compostos de oito carros de passageiros com salão único, ou seja, sem divisórias entre um carro e outro.
Permite aos passageiros ir de uma ponta a outra do trem sem a necessidade de desembarcar e embarcar novamente.
Compra
O processo de licitação para a compra dos trens, com oito vagões cada, foi realizado em 2013 em dois lotes, num contrato total de R$ 1,8 bilhão. A entrega da série 8550 sofreu atrasos e só foi completada no final de 2019, com a entrada em operação da última unidade do pacote de 35 trens para a linha 11-Coral.
A licitação de um lote foi vencida pela fabricante espanhola CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), que envolvia a compra dos 35 trens da série 8500.
A do outro lote, com 30 trens da série 9500, foi vencida pelo consórcio Iesa Hyundai-Roten.
A entrega de todos os trens estava prevista para julho de 2016, mas sofreu atrasos.
Além de investigações do Ministério Público, as empresas passaram por dificuldades nesse período.
A CAF imputou o atraso à troca do banco financiador do contrato, que teria exigido mudanças na taxa de nacionalização de peças e equipamentos.
A Hyundai-Rotem alegou a falência da Iesa, sócia do consórcio, que entrou em recuperação judicial em 2014.