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Região

Saldo de empregos na região cai 26,9% em 2023, aponta Caged

Das dez cidades da região, apenas uma teve aumento no saldo de empregos deste ano comparado a 2022

31 outubro 2023 - 05h00 Por Fernando Barreto - da Região
O Alto Tietê registrou queda de 26,9% no saldo de empregos em 2023 quando comparado ao mesmo período de 2022. De janeiro a setembro do ano passado a região tinha saldo de 17.111 vagas de emprego, enquanto neste ano caiu para 12.497. (veja tabela abaixo)
 
Os dados foram divulgados pelo Caged nesta segunda-feira.
 
Aumento
 
Exceto Ferraz, todas as cidades tiveram queda no saldo de empregos. 
 
Em Ferraz teve crescimento de 77,2% neste ano comparado ao ano passado. O saldo saltou de 484 para 858.
 
Redução
 
Todas as outras cidades registraram queda de saldo de empregos.
 
A ordem do maior para o menor percentual foi de: Salesópolis (112%), Biritiba (82,4%), Guararema (79%), Poá (37%), Santa Isabel (36%), Mogi (34,5%), Suzano (21,6%), Arujá (14%) e Itaquá (5%).
 
 
País
 
Após subir em agosto, a criação de emprego formal caiu em setembro. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, 211.764 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
 
A criação de empregos caiu 23,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro de 2022, tinham sido criados 278.023 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
 
Nos nove primeiros meses do ano, foram abertas 1.599.918 vagas. Esse resultado é 26,6% mais baixo que no mesmo período do ano passado. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
 
Apesar da desaceleração em setembro, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manteve a projeção de criação de 2 milhões de postos de trabalho neste ano. Ele, no entanto, não descartou a possibilidade de uma variação para baixo, com o número ficando em 1,9 milhão.
 
Segundo o ministro, as medidas de estímulo à economia tomadas pelo governo e a queda de juros pelo Banco Central levarão algum tempo para produzirem efeitos sobre a economia real. “A reorganização dos processos leva tempo maior que o nosso desejo. O mundo real é mais lento que as vontades de governos”, declarou.

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