As prefeituras do Alto Tietê utilizam-se de alguns fatores para combater a criminalidade nos municípios, sendo o acompanhamento dos dados criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) como o principal fator.
As administrações também buscam outras ações, como mais emprego, lazer e ajuda social para combater o crime.
O DS buscou as administrações municipais para saber como é feito o combate à criminalidade nas cidades.
Além da análise dos dados da SSP, as prefeituras também observam os bairros em que os registros de ocorrências mais acontecem, e a partir disso é reforçado os atendimentos nesses locais.
Em Suzano, a Prefeitura informou também que, além da SSP, tem o auxílio dos Consegs e dos próprios guardas que se informam durante o patrulhamento.
“Há ainda a base de dados e questionamentos que são enviados por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), trazendo um parâmetro para que um determinado local receba uma atividade específica. Como existe a migração de delitos, é preciso também intercalar o trabalho com o setor de inteligência da Guarda Civil Municipal (GCM) e mapear o que o agente de rua ouve quando está em patrulhamento”, informou.
Em Itaquá, por exemplo, a administração também conta com as denúncias por ligação da população, como auxílio para o combate à criminalidade.
“Em muitos casos a polícia não é notificada oficialmente, ou seja, as vítimas não procuram a delegacia para a elaboração do boletim de ocorrência. O fenômeno é chamado de subnotificação de crime. Por isso a administração conta com a ajuda da população para que cada caso seja noticiado na delegacia e assim possa ocorrer o esforço entre as forças de segurança em ocorrências de flagrante, na prisão e identificação de suspeitos e na elucidação dos crimes”, explicou em nota a Prefeitura de Itaquá.
Em Poá é utilizado o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp CAD), que integra a comunicação entre todas as esferas de segurança, desde a Polícia Militar, até a Defesa Civil.
“A integração promove uma resposta mais eficiente às demandas da população nos serviços emergenciais”, afirma.
O DS também questionou as administrações sobre a divisão dos atendimentos, se há prioridade para alguns bairros.
Todos afirmaram que o atendimento é realizado em igual na cidade. Por exemplo, em Itaquá, a administração atende com patrulhamento nas ruas de todos os bairros, mesmo com os índices mais altos em apenas alguns. Por segurança, a Prefeitura não revela quais são atendidos com maior número de guardas.
Suzano ressalta, porém, que conforme os períodos do ano, são reforçados patrulhamento em bairros específicos.
“Um exemplo é o mês de dezembro, quando a atenção é redobrada na região central em razão dos estabelecimentos comerciais e do aumento significativo de circulação de pessoas. Há também o alerta de promover um reforço em bairros objetivando coibir pancadões e agir contra o tráfico de entorpecentes”.
Guardas
O DS perguntou para as Prefeituras se atualmente há um projeto para contratar novos guardas e reforçar a segurança.
Em Itaquá há 250 guardas, e segundo a Prefeituras há a ideia de abrir concurso para mais 100, porém, sem data prevista.
Em Arujá são 76 guardas, mas não há projeto para contratar mais no momento.
Em Poá está sendo feito um estudo. “A Prefeitura de Poá está fazendo um estudo técnico da viabilidade para realização de concurso público”, explicou. A cidade conta com 74 GCMs.
Já a Prefeitura de Ferraz quer contratar mais 50 guardas, mas não informou uma data ou o número total atual.
Em Suzano e Mogi há estudo para contratar novos guardas, mas não foi informado quantos. Em Suzano são 205 e Mogi, 307, atualmente.
Outras ações
O DS perguntou para as prefeituras que outras ações são realizadas para combater a criminalidade na cidade.
A Prefeitura de Suzano explicou que realizou outras ações, como a realização do Grupo Unido na Ação de Resistência às Drogas (Guard), do Projeto Sementinha, e o Projeto Maria Vai à Escola e da Patrulha Maria da Penha.
Já em Ferraz, a administração realiza ações de zeladoria que "inclui limpeza e iluminação pública, utilização de tecnologia e sistemas inteligentes. No município contamos com o monitoramento com câmeras inteligentes por meio da Central Integrada de Monitoramento”.
Por fim, em Itaquá a administração municipal afirma que o “investimento na polícia de proximidade no atendimento de ocorrências, ações preventivas nos bairros, sistemas de monitoramento, iluminação pública, construção de equipamentos públicos em terrenos que estavam ociosos, investimento em atividades esportivas, sociais e culturais, além de políticas públicas que diminuam a desigualdade social e o desemprego” ajudam a diminuir a criminalidade.
Parcerias
As prefeituras de Ferraz e Poá reforçaram a segurança nas divisas por meio de parceria. Essa é outra alternativa para as prefeituras da região.
O encontro reuniu o vice-prefeito, Daniel Balke, a secretária de Segurança Urbana e Defesa Civil de Ferraz de Vasconcelos, Coronel Daniele de Freitas, e o delegado Eliardo Jordão, vice-prefeito e secretário de Segurança de Poá. Também estiveram presentes representantes da Guarda Civil Municipal (GCM) e Defesa Civil dos dois municípios.
A parceria, batizada de “Sem Fronteiras”, terá início efetivo nos próximos dias. “Nossas ações serão realizadas pelas GCMs das duas cidades, por meio de bloqueios, rondas e utilização das câmeras de monitoramento existentes entres as duas cidades”, comentou a secretária. O secretário poaense exaltou a importância da parceria entre os municípios.
“Nos unimos para intensificar o policiamento nas divisas, impedindo o avanço de criminosos pelas duas cidades”, comentou Eliardo. O compromisso firmado entre Ferraz e Poá também prevê a união da Defesa Civil dos dois municípios em ações nos limites territoriais.