Novo levantamento do Trata Brasil, sobre o saneamento básico no País em 2024, mostrou que três cidades do Alto Tietê figuram entre as com melhor sistema, sendo Suzano, na posição 28, a melhor da região.
Itaquá aparece na posição 60, e Mogi em 66º.
A lista traz apenas os 100 municípios com mais de 100 mil habitantes.
Apesar de bem posicionada, Suzano caiu 15 posições em comparação ao levantamento de 2023, quando aparecia em 13º.
Já Itaquá caiu 6 posições, em 2023 estava em 54º.
E Mogi, caiu 10 posições, passando de 56 para 66.
Tratamento e atendimento
Atualmente, em Suzano, 93,74% do território é atendido com água, e 88,78% com esgoto, onde 55,53% é tratado.
Já em Itaquá, 95,75% tem serviço de água e 73,10% tem de esgoto, do qual 10,83% é tratado.
Por fim, Mogi, com 96,20% do território com água e 87,31% com esgoto, onde 54,74% tem tratamento.
Brasil
O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.
Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas peles fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.
Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.
Apesar do grande número absoluto - que representa quase 950 internações por dia - desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.
A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil - 25,5 - por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.
Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.
O Instituto Trata Brasil estima que o avanço da oferta de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto pode reduzir em quase 70% a taxa de internações do país e promover uma economia de R$ 43,9 milhões por ano.