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Região

Alto Tietê tem ao menos 29 patrimônios tombados para preservar memória histórica dos municípios

Em Suzano, são reconhecidos como patrimônios tombados a Academia de Judô Terazaki; o conjunto histórico da Fazenda Sertão, entre outros

13 outubro 2026 - 07h30 Por Danielly Miguel - da Reportagem Local

São, ao menos, 29 patrimônios históricos e culturais tombados na região que ajudam a preservar a memória e a identidade dos municípios. No Alto Tietê, cidades como Suzano, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Guararema possuem bens reconhecidos por seu valor histórico, arquitetônico, cultural ou imaterial.

Em Suzano, são reconhecidos como patrimônios tombados a Academia de Judô Terazaki; o conjunto histórico da Fazenda Sertão, que inclui a Capela de Santa Helena e a Escola Estadual Helena Zerrener; a Capela Nossa Senhora da Piedade; a Igreja histórica do Baruel; o edifício do Antigo Paço Municipal; além do Yakisoba da cidade. Os bens representam diferentes períodos e manifestações ligadas à formação e à identidade do município.

Segundo a Prefeitura, o tombamento não representa, necessariamente, investimento direto do município ou responsabilidade pela manutenção dos imóveis. Os proprietários podem buscar recursos públicos, por meio de editais, ou de iniciativa privada para obras de conservação e restauro, desde que sejam preservadas as características originais.

Em Mogi das Cruzes, são 17 bens culturais tombados, entre patrimônios materiais e imateriais. A lista inclui as Igrejas do Carmo, o Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus, a Pinacoteca Municipal, o Museu Mogiano, a Estação Ferroviária de Sabaúna e o Casarão do Chá. Entre os bens imateriais estão manifestações como congada, marujada e Moçambique, além do afogado e da Festa do Divino Espírito Santo, que está em processo de tombamento pelo Iphan.

Para o diretor do Departamento de Patrimônio Cultural de Mogi, Ubirajara Nunes, a preservação deve considerar a diversidade da história local.

Em Itaquaquecetuba, a Igreja Nossa Senhora d’Ajuda, construída em 1624, é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
Em 2023, a Prefeitura destinou R$ 85 mil para o restauro de janelas, do guarda-corpo do mezanino e da iluminação externa do templo. O templo é considerado o marco zero e está diretamente relacionado à formação do município.

Em Itaquaquecetuba, a Igreja Nossa Senhora d’Ajuda, construída em 1624, é tombada pelo conselho
Dayane Oliveira/PMI

Em Guararema, os patrimônios são protegidos pelas esferas municipal, estadual e federal. Entre eles estão o conjunto ferroviário, as estações Guararema e Luís Carlos e as igrejas Nossa Senhora da Escada e Nossa Senhora D’Ajuda. A cidade também mantém museus voltados à preservação da memória local.

Segundo a administração municipal, a preservação desses espaços contribui para contar a formação da cidade, desde os primeiros núcleos de ocupação e a tradição religiosa até a influência da ferrovia. Os patrimônios também são apontados como elementos de atração turística para a Estância.

Já Ferraz de Vasconcelos não possui patrimônios históricos e culturais tombados. O município, entretanto, conta com o Centro Cultural Castelo Zenker, considerado patrimônio histórico-cultural.

IMPORTÂNCIA

A preservação do patrimônio público, que engloba bens materiais, culturais, naturais e administrativos de uso coletivo, é essencial para garantir o bem-estar social, a continuidade dos serviços do Estado e o respeito aos recursos financiados por toda a sociedade.

O QUE É

Patrimônio público municipal é o conjunto de bens, direitos e valores que pertencem ao município ou estão sob sua administração para atender ao interesse coletivo. Ele pode ser utilizado diretamente pela população, como uma praça, ou apoiar o funcionamento interno da prefeitura, como um veículo oficial, um computador ou um arquivo administrativo.

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