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Região

Alto Tietê: SP amplia obras, climatização e adota novo padrão nas escolas estaduais

Desde o 2023, 250 obras foram concluídas na região; em todo o estado, são mais de 7.900 intervenções, totalizando 1,8 milhão de alunos beneficiados

28 outubro 2026 - 17h34 Por Da Reportagem Local

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo concluiu 250 obras em escolas da região do Alto Tietê de janeiro de 2023 até setembro deste ano. O balanço aponta investimentos de R$ 87,9 milhões em 129 prédios escolares de sete cidades da região. Atualmente, outras 69 obras seguem em andamento nas unidades locais. 

Em todo o estado, em 45 meses de gestão, foram concluídas 7.987 intervenções em 3.866 prédios escolares de 592 municípios, com R$ 3,7 bilhões investidos e 1,8 milhão de estudantes beneficiados. 

As intervenções em toda a rede incluem reformas de cozinhas, refeitórios, salas de aula, banheiros e quadras esportivas, além da recuperação de fachadas e telhados, melhorias de acessibilidade e adequações necessárias para a climatização. Ao mesmo tempo, a expansão da educação profissional tem levado à implantação de novos ambientes de aprendizagem, como laboratórios de tecnologia e enfermagem.

Atualmente, há 2.474 obras em andamento em uma rede de mais de 5.000 escolas estaduais. Para o secretário executivo da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Vinícius Neiva, a modernização busca adequar a rede às novas demandas educacionais. “A gente encontrou uma rede envelhecida e que precisava de muitos investimentos. Por isso, várias escolas que tinham problemas críticos há décadas receberam investimentos”, afirma Neiva.

Novas escolas adotam estrutura para o ensino integral

Uma das frentes desse processo de modernização é a PPP Novas Escolas. O programa prevê a construção e operação de 33 unidades em 29 municípios, todas destinadas ao Programa de Ensino Integral (PEI). As primeiras 16 escolas já foram entregues em 15 cidades e têm capacidade para atender 16,9 mil estudantes.

Outras 17 unidades estão previstas para serem entregues até julho de 2027. Com a conclusão dos dois lotes, as 33 escolas terão capacidade para cerca de 35 mil estudantes em período integral. No Alto Tietê, uma unidade está em execução no município de Suzano. 

As novas escolas foram projetadas com salas de aula, sala de recursos, quatro espaços de inovação, sala de leitura, áreas para estudos individuais, auditório, refeitório, cozinha completa, pátio coberto, espaços de convivência e ginásio poliesportivo com arquibancada. Há ainda sanitários e vestiários adaptados para pessoas com deficiência, centro de mídias e ambientes destinados às equipes pedagógicas. 

No modelo de PPP, a iniciativa privada é responsável pela construção e por serviços não pedagógicos, como manutenção, limpeza, alimentação e segurança. A gestão pedagógica permanece sob responsabilidade da Secretaria de Educação, incluindo currículo, material didático, contratação e formação de professores.

De nove para mais de mil escolas climatizadas

Outra mudança na infraestrutura está relacionada ao conforto térmico. O programa de climatização prevê investimento total de R$ 570 milhões para alcançar 1.500 escolas estaduais.

Entre 2023 e 2025, 1.056 unidades de cerca de 300 municípios foram climatizadas, com R$ 400 milhões investidos e aproximadamente 400 mil estudantes beneficiados. Até setembro deste ano, outras 75 escolas concluíram o processo de instalação. No Alto Tietê, 41 escolas já foram contempladas com o programa. 

“Vamos chegar até o fim do ano com mais de 1.500 escolas climatizadas e continuar para ampliar o programa às outras unidades da rede. A climatização faz parte de um pacote de ações para incentivar o aluno a frequentar à escola. À medida que você melhora a aula, o aluno tem mais interesse”, ressalta Vinícius Neiva.

O processo ocorre em etapas e não se limita à instalação dos aparelhos. Primeiro, é necessário adaptar a infraestrutura elétrica dos prédios. Depois são instalados os equipamentos e, por fim, são feitas as adequações e ligações de energia necessárias pelas concessionárias.

Educação profissional na formação dos estudantes 

A modernização dos prédios também acompanha mudanças na oferta de ensino da rede. Com a expansão da educação profissional, por exemplo, escolas passaram a receber laboratórios de eletrônica, enfermagem e farmácia.

Em 45 meses de gestão, já foram investidos R$ 41,9 milhões na adequação de 196 ambientes destinados aos itinerários de formação técnica profissionalizante, fortalecendo a aprendizagem dos estudantes e ampliando as possibilidades de qualificação profissional.

“A gente criou muitos laboratórios de enfermagem porque ampliou muito as matrículas de educação profissional. E estamos investindo em laboratórios de tecnologia e de enfermagem”, explica Neiva.

A proposta é que os espaços físicos acompanhem as atividades desenvolvidas pelos estudantes e a ampliação da jornada escolar. Nas unidades da PPP, por exemplo, todos os alunos permanecem nove horas por dia na escola, o que exige espaços destinados não apenas às aulas, mas também à alimentação, ao esporte, aos estudos individuais e à convivência.

 

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