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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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Festival 'O Boticário na Dança' chega menor à terceira edição em SP e RJ

07 MAI 2015 - 08h00

A crise que atingiu diversos festivais de teatro - como o de Curitiba e o Poa em Cena, de Porto Alegre - chega, também, à dança. Bem recebido pelo público nos últimos dois anos, “O Boticário na Dança” abriu ontem, sua terceira edição, com um formato reduzido.

Se em 2013, na estreia do festival, São Paulo, Rio e Curitiba receberam atrações, no ano seguinte, o Recife ganhou apresentações de duas companhias. Em 2015, no entanto, o evento se concentra apenas em São Paulo e no Rio.

"Este é um ano de muitas mudanças econômicas no País", explica Sheyla Costa, responsável pela curadoria do festival ao lado do alemão Dieter Jaenicke, desde a primeira edição. "Trazemos companhias de várias partes do mundo e, com a variação do dólar, isso pesa. Pensamos no critério de que São Paulo e Rio são grandes centros", explica ainda.

O tamanho do festival nestas cidades, no entanto, praticamente se mantém, tendo apenas um dia a menos em cada local em relação ao ano passado. Cinco companhias ocupam, hoje até o próximo domingo, o Auditório Ibirapuera, e quatro se apresentam no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, hoje, a domingo.

Segundo Sheyla, as dificuldade econômicas não afetaram a curadoria, que teve liberdade para escolher os grupos. "Selecionamos as companhias pensando em grandes criadores e grandes encontros", afirma.

Um exemplo flagrante ocorre em Torobaka, espetáculo que abriu o festival. Na coreografia, o inglês de origem bengali Akram Khan (que esteve na segunda edição d’O Boticário na Dança e veio mais recentemente a São Paulo a convite do Teatro Alfa) se une ao espanhol Israel Galván em dueto. No espetáculo, cada um traz suas referências: Khan mescla a dança típica indiana kathak ao flamenco de Galván.

Hoje, o sueco Cullberg Ballet apresenta 11th Floor, criação do marroquino Édouard Lock exclusiva para a companhia. Na coreografia, os bailarinos contam a história de um crime passional velado, embebidos de jazz e da estética do cinema noir da década de 1950. Se apresentam, ainda, a Michael Clark Company, a Raça Companhia de Dança e cia. de Antonio Nóbrega, que faz uma estreia mundial (leia mais nesta página). O Rio recebe a parceria de Khan e Galván, o Cullberg Ballet e a Michael Clark, além de uma apresentação do Balé da Cidade de São Paulo.

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