O Estado enviou à Assembléia Legislativa de São Paulo projeto de lei (PL) que obriga a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a ressarcir os passageiros em casos de pane dos trens. A proposta, porém, não tem data para ser votada. Mesmo que ainda siga em tramitação, o projeto causa satisfação em passageiros suzanenses.
Na prática, o projeto prevê que a CPTM pague o valor correspondente de até 5 passagens, ou seja, R$ 20. E que a companhia ofereça ao passageiro uma alternativa de condução, em casos de incidentes notáveis. Há ainda uma multa, em desfavor da companhia, no valor de R$ 4,5 milhões por cada vez que o sistema dos trens registrarem falhas graves.
Mas, nem tudo são flores na PL. No texto, diz que o ressarcimento não inclui "paralisações por agentes externos", assim se referindo a ocorrências envolvendo o furto de cabos e/ou alagamentos e descargas elétricas na rede.
Para a proposta começar a valer, a medida precisa ser aprovada na Alesp. Até o momento, não há prazo para esta pauta entrar em votação no próximo ano, já que em 2018 segue em ano eleitoral.
Suzanenses aprovam medida e acreditam em aprovação
Os suzanenses vêem com bons olhos a proposta e crêem numa aprovação da PL. Em entrevista ao DS, a população diz ser necessário que a medida seja aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo eles, o ressarcimento obrigará a CPTM a trazer mais investimentos para que não ocorram problemas. Levantamento mostra que mais de 400 mil pessoas utilizam as linhas 11-Coral e 12-Safira.
Para o operador de máquinas, João Lindinaldo Felix Leal, o projeto tem de ser aprovado para que novos investimentos sejam realizados na CPTM. "Eles têm que dar melhores condições aos passageiros, que enfrentam trens lotados e tantos outros problemas. Creio que a Alesp não irá deixar de aprová-lo", afirmou.
A possibilidade da PL entrar em vigor, bem como a necessidade de mais investimentos também foi relatada pelos passageiros. "Espero que essa medida seja aprovada, pois, a gente que sofre. Tem que dar melhores condições, porque pagamos um alto custo", afirmou a dona de casa Adriana de Jesus Barreto Pesque.
Já o estoquista, Igor Rafael, frisa a necessidade de que o projeto seja aprovado o quanto antes. "É capaz de eles investirem mais, caso seja aprovado, o que deveria acontecer o quanto antes. Vejo como positiva essa medida, porque vai melhorar e muito a vida de quem usa os trens".