Duas manifestações em tributo às vítimas do massacre na Escola Raul Brasil, ocorrido no último dia 13, estão programadas para acontecer em Suzano no próximo final de semana. Além das homenagens às vítimas da escola, outras tragédias recentes serão lembradas, e protestos por melhorias na cidade também ocorrerão.
No sábado, 30 de março, um ato religioso organizado por integrantes da Jornada da Juventude, da Diocese de Mogi das Cruzes, começará em frente à Comunidade Católica Divino Espírito Santo, seguindo até a escola e, posteriormente, para o Hospital Santa Maria. Inicialmente, haverá a celebração da Santa Missa, às 18h30, e depois, por volta das 19h15, será realizada uma Via-Sacra (prática onde são recordados os passos de Jesus para a crucificação) em memória das vítimas do massacre na Raul Brasil e de outras tragédias recentes.
A reflexão acontecerá em 15 passos. O movimento representará a trajetória de Jesus, desde a condenação até a ressurreição. A cada passo de treze, os manifestantes pararão em frente a uma casa. Os dois últimos passos representarão a morte de Jesus (acontecerá em frente à escola), e a ressurreição (acontecerá em frente ao Hospital Santa Maria).
Também serão lembradas na manifestação as vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, ocorrida em janeiro, e da Mesquita, na Nova Zelândia, ocorrida no último dia 14. Segundo o Padre Carmine Mosca, a ideia do ato é olhar para outra realidade. "A violência contra crianças, jovens, mulheres e vítimas de balas perdidas também lembraremos, pois famílias sofrem por isso. Serão 14 cruzes, sendo uma para cada vítima do massacre, e outras seis relembrando tragédias e situações que fazem famílias sofrerem", disse.
Já no domingo, 31 de março, uma passeata está prevista para iniciar às 10h no Largo da Feira, e seguirá até a porta da escola Raul Brasil. O trajeto, que tem pouco mais de dois quilômetros, será feito em aproximadamente duas horas, e a estimativa é de que pelo menos 300 pessoas participem da manifestação, que promete ser pacífica, porém com carros de som. A ideia é todas as pessoas irem de branco.
Fabio Silva Vilela, 40, é o organizador do evento. Segundo ele, o objetivo da passeata, além de fazer uma homenagem às vítimas do massacre, será pedir melhorias para alguns bairros da cidade. "Resolvemos fazer no último dia do mês, para fechar esse março terrível que vivemos. Além do movimento pela paz nas escolas, alguns moradores de Palmeiras levarão cartazes pedindo cuidados com o distrito e para que casos como o daquele ônibus, que quase tombou, não tornem a acontecer", conta.
A iniciativa de fazer a passeata partiu do próprio Paulo. Ele participa de um grupo com aproximadamente 150 mães de alunos. Ele conta o que o motivou a organizar o evento.