Com as chuvas intensas dos últimos dias, os cuidados com a proliferação do mosquito transmissor da dengue devem ser redobrados, já que o acumulo de água parada pode intensificar a existência do Aedes Aegypti em uma região. Para isso, cidades do interior do Estado de São Paulo estão utilizando drones para disparar inseticidas em locais de difícil acesso e fiscalizar possíveis locais de criadouro do mosquito. No Alto Tietê, pelo menos três cidades mostram interesse em utilizar o equipamento.
Ferraz de Vasconcelos garante que, se a questão orçamentária estiver de acordo, os equipamentos podem ser adquiridos no próximo ano. A ideia principal da utilização do drone é poder acessar e fiscalizar locais que as equipes de combate não consegue alcançar.
"Todos os meios que ajudem a facilitar e controlar os riscos à saúde são sempre bem-vindos. Quanto mais o número de casos diminuírem, melhor é para a cidade", informa.
Em Ferraz, caso os agentes não consigam entrar em determinada residência, uma notificação é feita aos proprietários para que tomem as devidas providências.
Arujá também irá avaliar a possibilidade, que será estudada pela pasta da saúde, de integrar o equipamento ao combate à Dengue. "A Secretaria de Saúde considera importante a utilização dos mais diversos equipamentos para o combate ao Aedes Aegypti. A princípio, a Saúde irá analisar os resultados obtidos pelos municípios que já utilizam esta tecnologia", explica.
Itaquaquecetuba acredita que a utilização do drone é bem vinda para evitar a proliferação das doenças causadas pelo mosquito. Hoje, os agentes acessam os locais ermos com o auxílio de uma escada multifuncional.
Guararema descarta a utilização de drones, mas informa que segue as normas e recomendações técnicas para vigilância e controle do mosquito, preconizadas pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) do Estado. "Como prioridade do município as ações de campo foram informatizadas com a aquisição de tablets para georreferenciamento dos imóveis visitados", explica.
Em locais de difícil acesso, os agentes possuem liminar judicial para adentrar nos imóveis, caso haja necessidade.
"Consideramos importante o uso de tecnologias desde que comprovada a eficácia e seguindo as recomendações do órgão competente no controle de endemias".
Mogi das Cruzes e Suzano descartam, por hora, a utilização do equipamento.