A Câmara de Suzano realizará uma audiência pública para debater melhorias na segurança nas escolas da cidade. Porém, a data ainda não foi definida. A informação foi divulgada na sessão dessa quarta-feira, 10, pelo vereador Edirlei Junio Reis (PSD), o professor Edirlei. Ele é presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo.
O vereador afirmou que a Casa de Leis é “responsável por dialogar e refletir com a sociedade e deliberar com o governo municipal e estadual” sobre as melhorias nas unidades escolares. “Vamos convocar todas as entidades, associações, Executivo e Judiciário para deliberar sobre o tema e apresentar um documento para iniciar um processo que vai dar diretrizes para solucionar esse problema”, argumentou. O parlamentar frisou que o massacre na escola Raul Brasil ainda apresenta reflexos nas escolas. “A situação está mais séria e grave do que se imagina”, disse.
É a mesma opinião do vereador José Alves Pinheiro Neto (PDT), o Netinho do Sindicato. Em seu discurso na Tribuna, o parlamentar apresentou um abaixo-assinado com mais de 300 assinaturas de pais e mães do Jardim São José. “Todos estão muito preocupados com a segurança das crianças nas escolas”, comentou. “Foi uma situação que repercutiu não somente em Suzano, mas em todo o país”, opinou o parlamentar. “Faço um apelo ao prefeito e secretário responsável para que tomem uma atitude que possa minimizar a dor, desespero e a ansiedade dos pais e alunos”, disse.
Educação
O vereador Leandro Alves de Faria (PR), o Leandrinho, fez questão de discursar sobre um projeto de lei de autoria do Executivo que começou a tramitar na Casa de Leis. A propositura nº15/19 estabelece a obrigatoriedade dos pais ou responsáveis legais dos alunos do Ensino Infantil, Fundamental e Médio de Suzano a comparecerem a cada bimestre nas reuniões escolares. “O projeto estabelece que a partir de duas faltas consecutivas deverá ser aplicada uma multa aos pais. Não estou entendendo o que o Executivo está querendo fazer com a população. Isso é inadmissível. Essa Casa não pode permitir que a população pague mais essa fatura”, criticou. “Chamar o Conselho Tutelar é pertinente. Pagar multa é inadmissível”, ressaltou.