Levantamento da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) aponta que 812 objetos foram perdidos por passageiros na Estação de Suzano. Desses, 261 foram devolvidos. O balanço é de janeiro a julho deste ano.
Diariamente chegam à Central de Achados e Perdidos da CPTM inúmeros objetos. Todos os itens passam por uma triagem, onde são separados objetos, valores e documentos que possam indicar alguma forma de contato com o proprietário, seja por telefone, carta ou e-mail. Após isso, são cadastrados e guardados. Os documentos pessoais estão entre os itens que os passageiros mais perdem.
A tarefa investigativa envolve cruzamento de informações, por meio de sites e bancos de dados diversos, visando à identificação de um possível contato do proprietário. A equipe que trabalha na Central realiza uma pesquisa minuciosa a partir de indícios nem sempre evidentes. O cruzamento de dados com sites de pesquisa, redes sociais, cadastro de usuário da CPTM e outros sistemas de transporte figuram entre as etapas do processo de busca da identificação. Consultas ao Diário Oficial, contato com organizações, instituições e pessoas que podem servir de intermediários também fazem parte desse processo de rastreamento.
Após 60 dias, os objetos que não foram retirados por seus donos são encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade de São Paulo (FUSSESP). Já os documentos pessoais, como RG, são devolvidos aos órgãos expedidores, enquanto que os cartões bancários, destruídos.
A Central de Achados e Perdidos da CPTM fica na Estação Palmeiras-Barra Funda e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, exceto feriados. O contato também pode ser feito pelo telefone 0800-055-0121. Assim o passageiro pode ligar e registrar a perda. Se os documentos ou objetos forem encontrados, a CPTM contatará o passageiro. Neste ano, a Linha 9-Esmeralda ocupa o primeiro lugar no ranking das linhas que mais registram objetos extraviados.
Passageiros perdem celular, guarda-chuva e outros itens
Passageiros falaram sobre o serviço de devolução de objetos perdidos da CPTM. O vigilante Rosivaldo Nunes conta que perdeu o celular na Estação de Suzano e não encontrou. As providências tomadas por ele foram bloquear tanto o chip, quanto o próprio aparelho. "Não cheguei a ir até a estação da Barra Funda, porque ligava no celular e ninguém atendia. Nem todo mundo, quando encontra algum objeto, entrega aos responsáveis".
A aposentada Maria Luiza de Aquino perdeu o guarda-chuva dentro de um trem e não chegou a encontrá-lo. "Muitas pessoas perdem as coisas nas estações e nos trens. Eu mesma já perdi um guarda-chuva".
A doméstica Luciana Cristina da Silva também perdeu um guarda-chuva no trem e reiterou que a maioria das pessoas perde objetos dentro de trem e depois não encontram mais. "Depende muito de quem acha o que você perdeu. Muitos não devolvem. Eu já perdi um guarda-chuva dentro do trem, mas não fui atrás".
A munícipe Maria Raimunda perdeu os documentos, como cartão de crédito e documento do veículo, recentemente. Ela afirmou que vai até a central da Barra Funda tentar recuperar os objetos perdidos.
O autônomo Matheus Júlio de Araújo comenta que já perdeu as mercadorias de comércio dentro de um trem em Calmon Viana e não conseguiu recuperá-las. "Já achei objetos e entreguei aos responsáveis. Já perdi as compras dentro do trem e não consegui recuperá-las".