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Cidades

Delegado seccional propõe centrais de flagrantes na região

Ideia é que cada cidade tenha sua central. Objetivo é agilizar processos em delegacias e liberação de viaturas

26 setembro 2019 - 23h58 Por Daniel Marques - de Suzano
O delegado seccional de Mogi das Cruzes, Jair Barbosa Ortiz, está propondo projeto para a implantação de centrais de flagrantes no Alto Tietê. 
 
A ideia é que cada cidade tenha a sua central. No entanto, inicialmente, seriam construídas três centrais em locais estratégicos, para atender as cidades de forma mais rápida.
 
Uma unidade seria destinada ao atendimento às cidades de Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis; uma para atender Suzano e Ferraz de Vasconcelos e uma para Poá e Itaquaquecetuba.
 
Objetivo
 
O objetivo da proposta é agilizar vários processos feitos atualmente em delegacias, e que acabam sendo estendidos por conta de casos em flagrante, que recebem prioridade. Seria a “descentralização” dos processos.
 
Boletins de ocorrência
 
Com as centrais, os Boletins de Ocorrência (B.Os) poderão ser registrados com maior rapidez. 
Segundo Ortiz, as viaturas que realizam capturas em flagrante precisam ficar paradas em frente à delegacia até uma definição, o que faz com que a população tenha um veículo indisponível na rua. 
 
"O tempo médio que a viatura fica parada é de 3h30. A delegacia tem um atendimento muito misto, tem agressão, tráfico de entorpecente, apreensão, furto. 
 
Casos de flagrante
 
Os casos de flagrante precisam de um ambiente apropriado", diz o delegado. "Às vezes chega um flagrante na delegacia e o escrivão ou o delegado não podem fazer, porque estão registrando Boletim de Ocorrência. Às vezes, a pessoa espera cerca de 5 horas. Não se pode ficar aguardando tanto tempo para registrar um B.O.", completa.
 
Testes
 
Atualmente, Mogi das Cruzes conta com uma central, e o delegado afirma que o projeto está fluindo bem. 
Ortiz tentará realizar reuniões com prefeituras da região e órgãos de segurança pública, para fazer com que a ideia ganhe mais força, além de receber sugestões. "Não é uma obrigação das prefeituras adotarem, mas os gestores querem o melhor para as cidades, então acabam ajudando. Nossa ideia é fazer uma parceria publico-privada", conta o delegado.
 

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