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Cidades

Artesp mantém SP-66 e Estrada dos Fernandes como opções de alça

Agência de Transportes ainda não decidiu qual local vai escolher para implementar alça de saída do Rodoanel

05 outubro 2019 - 00h04 Por Daniel Marques - de Suzano
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) mantém a Estrada dos Fernandes e a Rodovia Henrique Eroles (SP-66) como opções para a implantação da alça de saída do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21). Ainda não há decisão.
 
A agência trabalha junto à concessionária SPMar para revisar e atualizar o projeto proposto originalmente em 2011, época em que foi publicado o edital de concessão dos trechos Sul e Leste do Rodoanel. Isso acontece por conta das mudanças que o local sofreu ao longo do tempo até os dias atuais.
 
A definição do cronograma da obra acontecerá após as discussões e avaliações dos prováveis locais.
Em maio, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), esteve em reunião com o secretário de Estado de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, o deputado estadual André do Prado (PL) e o ex-prefeito de Arujá, Abel Larini, para tratar o assunto.
 
A retomada do projeto na SP-66, aliás, aconteceu por conta de pedido dos prefeitos da região. Ashiuchi em seus discursos costuma defender a construção da alça na via, que tem grande movimento e fica mais próxima do Centro. 
 
Apesar disso, a Artesp não descarta a possibilidade de a obra acontecer na Estrada dos Fernandes, via um pouco mais distante da região central, que fica no lado Sul da cidade, próxima de regiões rurais.
Esse fator é visto como importante para o transporte de feirantes e caminhoneiros, que moram nessas regiões e que precisam andar cerca de 30 minutos para acessar o Rodoanel, que passa a menos de 200 metros de onde moram.
 
O feirante Enedino Celestino Bispo, 58, é um deles. Morador da Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, ele precisa ir com frequência às Centrais de Abastecimento (Ceasas) e estima que, com a construção da alça na Estrada dos Fernandes, possa ganhar cerca de 25 minutos. "Se tiver a alça para descer aqui, eu posso vir da feira de sexta direto. Hoje, tenho que ir até o Centro para entrar e, para sair, uso a alça em Mauá", conta. 
 
Cecilia Hamaguchi, 69, mora na Estrada Pau A Pique. A produtora rural defende a construção na Estrada dos Fernandes, por conta dos feirantes e de sua filha, que mora na Zona Sul de São Paulo e precisa dar uma grande volta para chegar. "Ela tem que andar 25 minutos para ir para Suzano, e leva cerca de 15 minutos para passar nessa região (Pau à Pique). Ia ser bom demais", diz.
 
"Para quem vem do Ceasa seria uma mão na roda", diz o feirante Elizeu Silva, 20, que precisa ir até o Ceasa com frequência e tem o acesso ao lado Sul da cidade dificultado.

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