Os profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus aprovam a implantação de barreiras sanitárias em pontos estratégicos da região. De acordo com eles, a medida é importante para controlar de forma mais rigorosa o fluxo de pessoas nas ruas e ajudaria a diminuir o número de novas infecções pelo vírus.
O pedido para a implantação foi feito pelos prefeitos das dez cidades do Alto Tietê e está sendo analisado pelo Estado.
Em reunião com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, no último domingo (21), os prefeitos pediram também o aumento da operação de trens e ônibus que atendem a região, com o objetivo de evitar superlotação.
De acordo com o médico Luiz Antonio do Nascimento, diretor geral do hospital regional Doutor Osíris Florindo Coelho”, que funciona em Ferraz de Vasconcelos, a medida é positiva.
“É de extrema importância que as barreiras sejam criadas. Não para punir a população, mas como forma de conscientizar se realmente é necessário fazer o trajeto que se deseja. Todas as ações para que as pessoas fiquem em casa são bem vindas”, explicou Luiz Antônio.
As barreiras sanitárias funcionam como espécie de “blitz” policial, e de acordo com o Conselho dos prefeitos, seriam instaladas nas entradas dos municípios. Em especial em Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis e Santa Isabel, que recebem grande fluxo de turistas. Os chefes do executivo temem complicações com a antecipação dos feriados, que pode levar mais pessoas para estes lugares.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, os pedidos recebidos foram encaminhados às pasta correlatas, para conhecimento e análise. A pasta destacou também, que caso os municípios do Alto Tietê, a exemplo do que já fizeram as cidades de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araraquara e Baixada Santista, entenderem ser viável a adoção de medidas complementares, contarão com o apoio do Estado.
Para além das barreiras sanitárias, o cirurgião torácico Milton Luiz Yaekashi, que atua na linha de frente no combate à Covid-19, avalia que a barreira sanitária seria importante, mas uma análise de como elas seriam instaladas precisa ser feita.
“Qualquer medida para evitar o fluxo de pessoas é positiva. Mas é necessário que seja feita uma análise de como essas barreiras funcionariam”.
“Mais importante do que as barreiras seria a conscientização das pessoas”, destacou Milton, que também é responsável pela disciplina de medicina de urgência na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).