Os supermercados de Suzano precisaram se adequar desde a última semana às medidas de restrições para clientes. Com apenas uma pessoa por família ou grupo podendo acessar a área interna dos supermercados, a venda também está limitada à produtos destinados a alimentação, higiene e limpeza, além de apenas 30% da ocupação de clientes estar autorizada.
A medida tem como objetivo reduzir o número de pessoas nas ruas e assim, conter o número de novos casos de Covid-19 na cidade. Assim como Suzano, em Mogi das Cruzes a medida também está valendo. Com as novas regras, os trabalhadores dos supermercados ganharam uma função à mais durante o expediente; lidar com a incompreensão de alguns clientes que não aceitam tão bem as medidas.
No Tenda, por exemplo, as prateleiras com produtos não essenciais estão cobertas. Corredores inteiros ficaram sem acessos. O mesmo acontece no Atacadão. No supermercado da rede Shibata, em que o gerente Wagner Wilson trabalha, no Centro de Suzano, as medidas já estão intensificadas. No local, o corredor de chinelos e potes de plástico está fechado. Além disso, apenas uma pessoa por família pode entrar no supermercado. “É uma medida adotada pela rede que precisamos seguir. Infelizmente nem todos os clientes entendem. Se você vir procurar chinelo ou outro item de plástico não vai encontrar. Acho que é uma boa forma de conscientizar”, disse.
De acordo com o gerente, a falta de compreensão de alguns clientes é um grande problema. “No sábado um cliente quis discutir porque não encontrou um chinelo para comprar. A gente tenta explicar que é o mais adequado, mas é difícil”, lamentou.
Segundo a Secretaria de Assuntos Jurídicos de Suzano, não há medida atualmente para proibir o acesso de consumidores a corredores, setores e gôndolas com produtos considerados não essenciais nesses estabelecimentos.
A pasta informou que o decreto municipal nº 9.569/2021 define, no Artigo 1º - A, algumas regras para funcionamento de mercados, supermercados, hipermercados, atacadistas e congêneres: permitirem a entrada de apenas uma pessoa por família ou grupo; observarem a capacidade máxima de lotação do local, considerando um cliente para cada 10 m² e limite de 30% da ocupação; atenderem aos demais protocolos sanitários e funcionarem, a seus critérios, 24 horas por dia; e comercializarem produtos destinados à alimentação, higiene e limpeza.
Ainda de acordo com a Prefeitura, integrantes do Procon de Suzano iniciaram nesta segunda-feira (29) uma ação junto a esses estabelecimentos comerciais com o objetivo de recomendar o cumprimento do que está estipulado nessas regulamentações.
Para garantir que apenas uma pessoa por família entre no supermercado em que a atendente Débora Almeida trabalha, o reforço da equipe de segurança foi necessária. Pelo menos três novos seguranças foram contratados.
“Como são terceirizados, não sei exatamente quantos foram contratados, mas foram pelo menos três. Acho que a medida é importante, porém, a parte difícil fica para nós que é fazer esse controle. Ninguém gosta de ser limitado a nada, muito menos a ir fazer compras. É uma situação muito difícil”, disse a atendente.
Apesar da medida, a venda de produtos “não essenciais” segue ocorrendo no local. “Continuamos vendendo bebidas normalmente. Ao menos não tivemos avisos de proibição até o momento”, completa Débora Almeida.