A organização não governamental (ONG) Amparo Animal, que atua em Suzano no resgate e cuidados de animais abandonados, considera que o período de pandemia não influenciou no número das adoções de animais que são acolhidos e atendidos pelo entidade. Mesmo assim, o atendimento nas ruas não pararam e o processo de adoção segue sendo rigoroso.
A ONG realiza em suas redes sociais a divulgação de cães que estão em busca de um lar. Para o candidato à adoção, são feitos alguns procedimentos de precaução para garantir que o animal seja adotado com responsabilidade.
“Temos os procedimentos de pré-entrevista, entrevista e a assinatura do termo de adoção, além da visita periódica”, explica a presidente da entidade, Roberta Cristiane.
De acordo com ela, também é feita uma série de recomendações de cuidados para garantir o bem estar do animal, como; deixar o animal em local sempre limpo, com água e ração, não acorrentar o animal e manter a cartilha de vacinação em dia. A presidente reforça que um dos benefícios da adoção é que os cães já saem da ONG plenamente saudáveis e vacinados.
“Os animais que são adotados já vão com a 1° dose de vacina v8, vermífugos. Quando são adotados ainda filhotes, já fica agendada a castração. No caso de serem adotados na idade de 6 meses em diante, já vão castrados”, destacou a presidente.
Atualmente, a Amparo Animal possui aproximadamente cinco cães adultos disponíveis para a adoção. Para os cuidados deles enquanto estiverem sob responsabilidade da ONG, quatro pessoas dividem as funções de cuidados e organização.
No ano passado, a ONG foi responsável pela adoção de mais de dez animais que estavam abandonados e dormiam nos arredores da estação de Suzano. Na época, a entidade realizou uma parceria com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que ajudou nas adoções.
“Fizemos tratamento estético de banho e tosa e em seguida tiramos fotos para que fossem postadas nas redes sociais. Com essa ação, conseguimos doar 14 animais que viviam na estação, um deles estava na rua há 6 anos e hoje vive protegido com a ONG”, disse a presidente da entidade na época.