As águas de março deste ano foram abaixo da média histórica, deixando as represas do Sistema Alto Tietê operando com apenas 60,84% da capacidade total no último dia do mês.
Dados disponibilizados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que as barragens da região fecharam março com apenas 125,6 milímetros de chuva recebidos – quantidade bem abaixo da média histórica para o mês, que é de 167,6 milímetros.
Como resultado da baixa pluviometria, o sistema de barragens fechou o terceiro mês deste ano com o pior volume de água armazenada desde 2017. Ontem (31), as represas da região operavam com apenas 60,84% da capacidade total. No mesmo dia de 2020, o índice era de 88,86%; em 2019 era de 91,36%; e em 2018, de 64,76%.
Em 2017, as represas da região fecharam o mês de março operando com 54,83% da capacidade total – apenas 6,01% do volume de água registrado ontem. O número de 2017, de fato, é mais baixo, mas o sistema ainda estava em recuperação após a crise hídrica que durou entre 2014 e 2016.
Apesar disso, a Sabesp descarta risco de desabastecimento neste momento. A empresa destacou que os sete mananciais que compõem o sistema (Alto Tietê, Cantareira, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço) são interligados e que, juntos, operam com 59,5% da capacidade – número semelhante ao registrado em 31 de março de 2018, quando o nível era de 62,7%. “Não houve problemas de abastecimento (na época)”, disse.
Efeitos do verão
O verão deste ano não foi chuvoso no Alto Tietê. Isso porque o índice de pluviometria ficou abaixo da média não só em março, mas em fevereiro e em janeiro também.
Para se ter uma ideia, o mês de janeiro fechou com 189,6 milímetros de chuva, sendo que a média histórica é de 246,7 milímetros. Em fevereiro, a pluviometria foi de 188,5 milímetros, sendo a média de 195,5 para o mês.
Das cinco represas que compõem o Sistema Alto Tietê, três estão com menos da metade de água armazenada. São elas: Paraitinga, com 48,49%; Biritiba, com 38,15%; e Jundiaí, com 25,84% da capacidade.
Taiaçupeba opera, atualmente, com volume de 50,36% - pouco mais do que a metade –, enquanto Ponte Nova tem o melhor índice, de 75,21%.