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Cidades

Alto Tietê acolhe pelo menos 290 pessoas em situação de rua

Ações são feitas de maneira contínua, onde ocorre a abordagem por parte dos agentes e o acolhimento em unidades que prestam o serviço

04 abril 2021 - 16h14 Por da Região
Pelo menos 290 pessoas em situação de ruas foram acolhidas pelas prefeituras do Alto Tietê, em 2021. As ações são feitas de maneira contínua, onde ocorre a abordagem por parte dos agentes e o acolhimento em unidades que prestam o serviço. 
 
Em Suzano, o último levantamento feito pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social registrou pouco mais de 100 pessoas em situação de rua no município. O número, no entanto, pode variar. 
 
Segundo a Prefeitura, são oferecidos diversos serviços como a abordagem, realizada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O serviço permite a identificação das pessoas, compreensão das necessidades mais urgentes, indicação e validação do acesso para alguns atendimentos do órgão, “como acolhimento junto à Instituição Conveniada Bom Samaritano (que tem capacidade de 50 vagas masculinas, femininas e família) e a benefícios (como ao programa Bolsa Família, ao qual possui o direito)”. Por lá, são feitos os cadastros para permissão dos cartões Bom Prato e Bolsa Família, orientações, encaminhamento aos serviços e entrega de kit de higiene pessoal, além do atendimento diário, psicossocial individual às pessoas e famílias em situação de rua.
 
O município possui ainda o Consultório de Rua, que permite o acesso a serviços de saúde e a outros atendimentos. Além disso, também existe o Serviço de Acolhimento Institucional Emergencial para Adultos e Famílias em Situação de Rua, no Complexo Poliesportivo Paulo Portela, com capacidade de 120 vagas. Hoje, os atendimentos ocorrem 24 horas por dia. 
Em Biritiba Mirim, o serviço é feito pelo Creas do município. O atendimento visa a triagem do indivíduo, “onde são encaminhados para abrigos (se desejarem) e tratamento médico, se necessário”. A prefeitura informou que, em média, possui apenas 5 pessoas nestas condições. Boa parte tem familiar no município. Muitas vezes são acolhidos, orientados e levado aos parentes, mas “por questões de convívio, resolvem permanecer na rua”.
 
Por contra da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a prefeitura de Mogi das Cruzes reforçou a o atendimento a pessoas em situações de rua. Foi ampliada a entrega de kits de higiene, máscaras e álcool em gel, além do Consultório de Rua, que disponibiliza atendimentos médicos para este público e testes para Covid-19. Desde outubro, 669 testes foram realizados e nenhuma morte de pessoas em situação de rua foi registrada, segundo o órgão.
 
O atendimento para pessoas em situação de rua é realizado de forma diária, segundo a prefeitura. São feitas abordagens diárias por agentes sociais, atendimento no Centro POP e o acolhimento. Atualmente, existe 140 pessoas acolhidas nos 5 serviços de acolhimento institucional do município. São 210 vagas disponíveis.
 
Poá realiza o acolhimento e abordagem através de pontos estratégicos da cidade. É oferecido banho, alimentação e dormitório, tudo de maneira facultativa. Também é feito o acompanhamento social e todo o processo de reinserção como documentação, busca pela família, tratamento de saúde e orientações para trabalho, de maneira individual ou em grupo.
São 30 vagas na cidade, sendo 25 masculinos e 5 femininos. Com relação a pandemia da Covid-19, as pessoas são orientadas em roda de conversa, toda vez que chega novas pessoas ou quando necessário, além da distribuição de álcool em gel e máscaras.
 
A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos também possui um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que oferece o programa de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi) e o Serviço de Acolhimento Institucional para Indivíduos e Família (Saiaf). 
 
Foram 11 atendimentos feitos em fevereiro e 15 acolhidos até hoje, segundo o Relatório Mensal de Atividades do órgão. Lá é oferecido apoio, orientação, acompanhamento e todo o processo de reinserção da pessoa. Todos recebem orientações sobre uma possível ida ao acolhimento para banho e troca de roupas, assim como sobre as restrições sociais e a prevenção ao coronavírus (uso de máscara, álcool em gel e o isolamento social), sempre “dentro das condições e escolha do usuário do serviço”.

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