Comerciantes de Suzano continuam buscando alternativas para driblar os efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em Suzano. Os donos dos estabelecimentos relatam dificuldades para manter o negócio. O Estado voltou para a Fase Vermelha no Plano São Paulo.
No Centro de Suzano, o movimento de pessoas foi bastante considerável ontem, mas ainda menor do que o normal. Algumas lojas estavam com metade da porta aberta. Os restaurantes mantiveram o sistema delivery, mas os donos relatam que o sistema não supre as necessidades.
“Desesperador. A maioria das pessoas que trabalha aqui perto vem comer aqui. Difícil eles pedirem por delivery. Não é vantajoso para eles, pois praticamente perdem a hora do almoço”, disse Sérgio Fidalgo, dono de um restaurante localizado ao lado da Praça João Pessoa.
Por lá, as vendas despencaram. Os pedidos giram em torno de 5 a 10 marmitas por dia. Uma queda de 90%, segundo Fidalgo. Boa parte dos funcionários tiveram férias. A boa notícia é que não houve demissão. No entanto, as contas não pararam de chegar. “Como estava fechado, não tinha como medir água, por exemplo. Então calculavam a média. Então estávamos pagando conta do período que estávamos abertos. Fiquei três meses tentando provar que não houve movimento. Por isso resolvemos abrir”, conta.
Daiane Ibiapino conta sobre a dificuldade de se adaptar neste período. A queda foi de 30% no restaurante em que atua. Isto porque houve aumento na divulgação do estabelecimento. “Por enquanto foi isso. Aumentamos nossa divulgação e buscamos novos clientes. Só o delivery não adianta”, disse Daiane.
“Tivemos custos para arrumar mais entregadores para evitar aglomeração. Alguns clientes não entendem e vêm até aqui para retirar”, complementou.
A mudança constante de fase causa incômodo para Marisa Miranda, dona do Restaurante Pague Pouco. Ela conta que esta é a pior crise enfrentada pelo estabelecimento. “Não sabemos o que fazer. O delivery não cobre nem a folha de pagamento. Está pior que no ano passado, 50% a menos. Infelizmente tive que desligar dois funcionários. O restante estamos mantendo. Eles dependem daqui”, falou a proprietária.
Para Davi Turina, seu estabelecimento praticamente ficou sem cliente. Ele atua com manutenção de equipamentos fotográficos.