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Cidades

Cesta básica de R$ 174,98 representa 70% do valor do auxílio emergencial

Novo auxílio começou a ser pago pelo governo federal em todo o País

14 abril 2021 - 20h45 Por Thiago Caetano - de Suzano
O auxílio emergencial, que começou a ser pago pelo governo federal, dá para comprar itens de uma cesta básica no valor de R$ 174,98. O valor da cesta é 70% do valor do benefício. O DS fez uma pesquisa para saber o que dá para comprar em supermercados da cidade. Para isso, foi dado prioridade para produtos considerados básicos para a necessidade da população.
 
A quantidade de cada produto dependerá do número de pessoas que vivem na casa. Foi colocado no carrinho apenas produtos alimentícios: 5kg de arroz, 3kg de feijão, 2 embalagens de café, uma bolacha água e sal, 2 pacotes de macarrão, 1kg de carne moída,1kg peito de frango resfriado sem osso e sem pele, 2 garrafas de óleo, 2 kg de açúcar, 2 pães de forma, 1 pote de margarina, 4 caixas de leite e 1 kg de salsicha, totalizando R$ 250,00. Os preços variam em cada estabelecimento.
 
Para Clayton Schnepper, consultor e educador financeiro, sócio fundador da Nortear Educação Financeira Consultoria e Treinamentos e Diretor de expansão da ABEEF (Associação Brasil de Educadoras e Educadores Financeiros), a prioridade deve ser para alimentos básicos, que fazem de uma cesta básica. Ele vê o valor baixo, mas explica que pode ser bem utilizado.
 
“É um valor baixo. Na compra de alimentos, por exemplo, é preciso dar prioridade para itens básicos como arroz, feijão, óleo, açúcar, que estão presentes em uma cesta básica. Concordo que é um valor baixo, mas pode ser bem utilizado”, disse.
 
O consultor financeiro recomenda evitar gastos desnecessários neste período. Ele conta, que no primeiro auxílio (valor de R$ 600,00), chegou a ver clientes comprando celulares. “Esse é um tipo de gasto que precisa ser evitado. Também não é preciso gastar com roupas. Não está podendo sair, então porque comprar roupa? É preciso dar prioridade para a compra de alimentos e pagamentos de contas”, explicou.
 
“No primeiro auxílio eu recomendei para meus clientes utilizasse o dinheiro para pagar contas. É preciso saber usar o pouco que tem. No entanto, não é um valor justo. Pagando imposto, praticamente não sobra mais nada”, concluiu Clayton.
 
O professor de economia Luiz Edmundo de Moraes também vê o valor como insuficiente para o sustento de uma família. Na sua visão, as pessoas precisam buscar um meio de conseguir ganhar dinheiro nesse período e por isso que os autônomos tenham o direito de seguir trabalhando para conseguir algum lucro. “Esse valor não sustenta uma pessoa, quem dirá uma família. É preciso que haja uma flexibilização para o autônomo poder trabalhar. É questão de sobrevivência. As pessoas precisam fazer alguma coisa para poder ter o dinheiro. As prefeituras municipais deveriam analisar isso também”, opinou. 
 
Edmundo também criticou o aumento no valor do ICMS e diz que a pandemia do coronavírus é uma tragédia humanitária e econômica. O professor teme que a situação possa piorar daqui alguns meses. “É um absurdo esse aumento. Tudo está subindo. Essa pandemia trouxe estragos humanitários e econômicos. Faltou mais sensibilidade por parte das autoridades nessa parte”, disse. 
 
Ele também elogiou o Governo Federal e disse que o mesmo tem tirado recursos de onde não tem. 

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