O bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini, lamentou a lentidão no processo de imunização contra a Covid-19. Com 67 anos, o bispo recebeu a segunda dose do imunizante na tarde desta terça-feira (27) em Mogi das Cruzes e vive a expectativa para a retomada total das celebrações presenciais. Entretanto, a cautela ainda é necessária para o momento, explica.
Dom Pedro Luiz Stringhini recebeu a primeira dose da vacina CoronaVac no dia 4 de abril. De acordo com ele, todos deveriam buscar a imunização através da vacina. Contudo, o bispo lamentou a demora no processo de imunização.
"Toda pessoa tem que buscar ser vacinada. É uma pena que tudo esteja sendo tão lento, que não haja mais vacinas para que os mais novos também possam receber. Estamos em uma situação muito grave, então a única solução é a vacina e as prevenções", destacou.
De acordo com o bispo, assim como ele, todos os párocos que possuem idade contemplada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), já foram vacinados. Entretanto, grande parte ainda são jovens, e por isso, ainda não receberam o imunizante. Mas assim que possível, receberão, para tão logo retomar as celebrações presenciais como antes.
Até lá, as igrejas têm buscado formas de manter as atividades religiosas. Desde o início da pandemia, as plataformas digitais ganharam força na transmissão das celebrações. Passado um mês após o fechamento das igrejas, agora os templos estão abertos, respeitando o limite de 20% da capacidade de público.
"A igreja tem procurado manter todos os cuidados sanitários. Tivemos as igrejas fechadas por um mês, e agora estão abertas com todos os cuidados, respeitando os 20% da capacidade. Muitos fiéis participam online, mas as pessoas gostam do presencial", explicou.
A expectativa para o retorno 100% é grande. Mas de acordo com o bispo, a pandemia deixará reflexos positivos no quesito comunicação entre os párocos. As reuniões, que antes ocorriam de forma presencial e dependiam de um esforço maior para que ocorressem, poderão permanecer de forma remota. "Podemos dizer que é uma coisa que ficará. As celebrações realmente voltarão para o presencial, mas as reuniões podem ser feitas de forma remota", conta.