O secretário de Saúde de Suzano, Pedro Ishi, destacou as ações realizadas pela pasta no enfrentamento à Covid-19, durante o DS Entrevista, nesta quarta-feira (28 de abril). Mesmo com a queda no número de casos e de internações nos últimos dias, o chefe da secretaria mais importante no cenário pandêmico, reafirmou a necessidade de a população continuar seguindo as medidas sanitárias e evitar sair de casa.
“Tivemos nos últimos dias, uma leve queda no número de casos de Covid-19 e de internações. Mas é importante a população saber que não é o momento de baixarmos a guarda. A pandemia ainda existe e precisamos nos cuidar”, explicou o secretário.
Com os dados do dia da entrevista (28), Pedro Ishi fez um panorama do cenário atual no sistema de saúde da cidade. Naquele dia, a taxa de ocupação de leitos para Covid-19 registrava 44,82%. Número menor em relação à terça-feira (27), quando o índice apontava 55% de ocupação.
“Ficamos várias semanas com a taxa acima de 100%. Passamos da capacidade máxima quando o número de leitos está ocupado e chega mais paciente. Desta forma, precisamos gerar novos leitos. Não podemos deixar de atender”, contou.
Para garantir o atendimento aos suzanenses, o secretário também lembrou a importância do reforço na contratação de leitos em unidades como o Hospital Santa Maria, Saint Nicholas, a Clínica Amo Saúde, Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti e no Pronto Socorro.
“Há alguns meses, vivemos os piores cenários de saúde pública. Aqui mesmo, na cidade de Suzano. Graças à Deus, o nosso trabalho foi pautado em não faltar leitos para a população. Em outras cidades vimos isso acontecendo, mas em Suzano não passamos por essa dificuldade”.
“Ninguém veio à óbito na fila de espera, isso para nós é um grande avanço e uma grande conquista. Nosso interesse sempre foi salvar vidas. Sabemos que é uma doença difícil, mas não medimos esforços para que não tivéssemos o agravamento do sistema de saúde”, completou.
Vacinação
A vacinação hoje em Suzano acontece em três polos, sendo um no Centro, localizado na Arena Suzano (avenida Senador Roberto Simonsen, 90), o Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU) Alberto de Souza Candido, localizado no Jardim Gardênia Azul, e a Escola Municipal Odário Ferreira da Silva, no Distrito de Palmeiras. Segundo o secretário, a imunização tem dado certo.
“Tem corrido tudo muito bem. Já vacinamos entorno de 51 mil pessoas no município com primeira e segunda dose. A vacinação tem avançado bastante, recebemos bastante elogios, os profissionais dos polos são muito sérios. Montamos uma equipe muito boa”, destacou.
Para garantir que o processo de imunização continue ocorrendo a todo vapor, o chefe da pasta ainda conta com a expectativa de que um número maior de doses chegue através do Governo do Estado de São Paulo e do Governo Federal.
“Temos a expectativa de que mais doses cheguem para ampliarmos isso. Mas ainda dependemos do Plano Nacional de Imunização (PNI). As doses chegam do Ministério da Saúde e são repassadas aos municípios. Suzano está preparada para vacinar em massa, mas depende da vinda de vacinas”, explicou.
Segundo Ishi, existe um planejamento de que poderia ser possível vacinar grande parte do público até outubro e novembro, mas isso depende da quantidade de vacinas.
“Torço para que entre junho e julho venha uma quantidade enorme para a gente poder imunizar a população”, completou.
Hospital Regional
Nesta segunda-feira (26), o prefeito Rodrigo Ashiuchi esteve em Brasília com o objetivo de solicitar verbas para auxiliar o andamento das obras do Hospital Regional de Suzano.
De acordo com o Secretário de Saúde, a solicitação dos recursos para a obra é importante para o aceleramento dos trabalhos. Com previsão de conclusão entre 2023 e 2024, atualmente o hospital tem 20% de obras realizadas.
“O Sistema Único de Saúde (SUS) é movido por uma tripartite entre o Governo Federal, Estadual e os municípios. Por isso, o prefeito se adiantou e pediu o custeio para acelerar as obras do nosso hospital”, explicou Pedro Ishi.
Cross
O secretário aproveitou para explicar o funcionamento da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), uma ferramenta desenvolvida para desafogar o sistema de saúde das cidades do Estado.
Com ela, os municípios realizam a solicitação de transferência de casos de Alto Risco para outras unidades de saúde.
“Fazemos um pedido ao Cross, que demora um tempo para responder. Quando a resposta é negativa, encaminhamos esse paciente para o sistema privado, onde temos convênio com os hospitais particulares”, contou.
“Há alguns meses, nossa situação era tão crítica, que as vezes o Cross negava vaga e os particulares estavam cheios. Então, tínhamos que conversar com os convênios para liberar vaga. Tanto o sistema público quanto o privado passavam por dificuldades”, completou. A entrevista completa pode ser acompanhada nas redes sociais do Diário de Suzano.