O Dia de São José Operário será celebrado de uma maneira diferente em 2021. Por conta da pandemia, a celebração contará com missa on-line e carreata. A missa acontece às 8 horas da manhã, no dia 1 maio. A carreata tem previsão de começar por volta das 9h15. A carreata começa no estacionamento da igreja, passará pelas ruas da comunidade, terminando no bairro Caxangá.
Por lá, ocorrerá bênção do bolo e os fiéis poderão levar para a casa. “Será separado e embalado. Tudo bem organizado. Estamos fazendo o convite para a comunidade assistir à missa online e depois participar desta carreata”, disse o padre José Ricardo, pároco do Paróquia São José Operário, localizada na Rua Roberto dos santos, 255, no Jardim Casa Branca.
O evento é tradicional em Suzano e costuma levar até 15 mil fiéis, média de 250 pessoas por dia. Durante nove dias, ocorrem missas e novenas, finalizando no dia 1 de maio, data em que se comemora o Dia do Trabalho. Neste ano, todas as celebrações estão sendo transmitidas no Facebook da paróquia.
A celebração, segundo o padre, traz aos fiéis a esperança por dias melhores e se torna ainda mais fundamental em tempos de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “A comunidade se alegra, mesmo vivendo essa pandemia. Temos o que comemorar. Estamos vivos, dando graças a Deus porque o senhor continua bom. Olhando por nós. São José nos ajuda ter esse olhar por dias melhores”, explicou o pároco.
“Acreditamos na força da paternidade de São José. Um homem fiel, pai de Jesus, que se deixou conduzir pela a ação do Espírito Santo na sua vida e de sua família”, complementou.
Coordenadora da comunidade Nossa Senhora de Aparecida, Irene Pereira Silva lamenta a não organização da festa, mas valoriza a celebração da parte religiosa. “Para nós é muito importante. Quando chega fica aquela expectativa. Ficamos felizes. Ume pena não ter a festa, mas a parte religiosa é muito importante”, disse Irene.
Católica, Vitalina de Oliveira Souza sempre participou das festividades. No entanto, por conta da pandemia, se afastou. Ela foi infectada pelo coronavírus. “Precisei ficar 12 dias internada. Foi difícil, mas estou aqui. Não vou lá, mas vou participando de alguma forma. Gosto muito”.
Quem também lamenta é Orotides Inácio Pereira. O pedreiro, no entanto, entende a medida como necessária. Sua família costuma participar do evento religioso. “Importante, mas é necessário esperar. Tem muita gente morrendo. É uma festa bastante tradicional, muito boa para a comunidade. Faz falta, mas precisamos fazer nossa parte”, finalizou.