Na comemoração do Dia do Trabalho, neste sábado, os brasileiros devem festejar a data e se lembrar de todo o progresso que os trabalhadores proporcionam para a economia e para o País ao longo da história. Mas, em termos de conquistas e da situação atual, não há grandes motivos para comemorar. A avaliação é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites.
Segundo ele, as restrições que a pandemia trouxe para a economia mostraram claramente a importância dos trabalhadores: “Quando o sistema produtivo reduz a sua atividade, como tem acontecido desde 2020, toda a economia sofre as consequências. E quem move toda essa engrenagem? São os trabalhadores. Devemos festejar a força que os trabalhadores possuem, mas, sobre sua valorização, ainda é necessário avançar muito”, frisou.
Benites lembra que o Governo Federal acabou com o Ministério do Trabalho e fez alterações que enfraqueceram a legislação trabalhista, além de dificultar a aposentadoria com a Reforma da Previdência. “Muitos direitos foram perdidos e todas essas mudanças não surtiram efeito, pois a justificativa era que seriam gerados novos empregos. Mas o desemprego só cresceu e hoje temos cerca de 15 milhões de brasileiros sem trabalho, uma das mais altas taxas de desemprego do mundo”, comentou.
Ele entende que o Brasil está na contramão do mundo. Esta semana, por exemplo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou grandes investimentos para aquecer a economia e disse que o crescimento deve ocorrer “de baixo para cima”, privilegiando as pessoas que produzem e a classe média. “Este foi um discurso muito histórico, pois mostra o caminho do progresso. Já aqui no Brasil, estamos sufocando a produção e os resultados falam por si, pois são horríveis”, observa.
Para Benites, a retomada da economia depende primeiro da vacinação de todos os trabalhadores. Quando isso acontecer, a produção será retomada de forma gradativa e o Brasil poderá voltar a gerar empregos: “A valorização dos trabalhadores é fundamental, pois quando uma família tem renda, o consumo aumenta, as lojas vendem mais e fazem mais encomendas para a indústria. O Governo Federal deveria se espelhar em exemplos positivos, como os EUA, e iniciar um novo ciclo de progresso no Brasil, acelerando a vacinação e investindo na produção”, finalizou.