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Cidades

Paralisações causam acúmulo de aulas teóricas em autoescolas

O que também foi atingido pelas paralisações, foi o tempo de expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

05 maio 2021 - 13h04 Por Thiago Caetano - de Suzano
As constantes paralisações causadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) trouxe um acúmulo de aulas teóricas nas autoescolas de Suzano. Quem também foi atingido pelas paralisações, foi o tempo de expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que normalmente, é de 4 a 6 meses. Com os acúmulos, o condutor terá que aguardar mais tempo para retirar a CNH. 
 
"Tem aluno que poderia ter terminado e ainda está no processo de finalização de aula e marcação de prova. Para tirar a CNH demora de 4 a 6 meses, mas agora estamos neste momento instável. Não sabemos se haverá uma nova paralisação", disse Camila Vieck Lima Rosa, diretora de ensino de uma autoescola localizada na Rua Benjamim Constant, no Centro de Suzano.
 
Por lá, a procura aumentou em 30% neste início de retomada. A expectativa de Camila é que, no início de maio, o movimento melhore. "Está bem no início ainda. Esperamos que no começo de maio dê uma melhorada no movimento". A autoescola funciona das 11 às 18 horas. 
 
É o mesmo problema da autoescola onde Eduardo Rodrigues de Araújo é proprietário e diretor de ensino. "Terá um acúmulo de aulas. Também vai congestionar a marcação de exames teóricos e práticos, consequentemente", explica Eduardo. 
 
Como consequência, o proprietário entende que também haverá uma demora na entrega da CNH, mas não determina um prazo por conta da incerteza se haverá ou não uma nova paralisação. "É difícil falar, pois pode parar de novo. Em tempos normais, é de 4 a 5 meses", conta. 
 
Mesmo acelerando o processo para colocar os alunos nas aulas, a autoescola da diretora de ensino Glaucia de Oliveira Nunes também relatou lotação nos cursos. "O que está dificultando os alunos é mais a parte teórica. Os cursos estão bem lotados. Está havendo bastante procura", explicou Glaucia. 
 
Mesmo diante das circunstâncias, Glaucia torce para que não haja regressão no Plano São Paulo. Por lá, a procura foi de 15% a 20%. Os alunos têm procurado os estabelecimentos para tirarem dúvidas. "Não tenho o que reclamar, apesar da crise. Sempre tem aquela dúvida se vai fechar novamente. Espero que não. Precisamos trabalhar", finalizou. 

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