A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo apresentou um mapeamento inédito sobre o desenvolvimento socioemocional dos alunos da rede estadual, incluindo o Alto Tietê. A pesquisa foi aplicada em 3.586 unidades, em 2019, e teve a participação de 110.198 estudantes do Estado. O anúncio foi feito pelo secretário da Educação, Rossieli Soares, e pela gerente executiva do EduLab21 do Instituto Ayrton Senna, Gisele Alves, nesta semana, em coletiva virtual.
De acordo com a secretaria, o mapeamento avaliou as competências socioemocionais e também utilizou instrumentos para correlacionar estas com o desempenho escolar, violência escolar e pertencimento escolar. A aplicação da pesquisa foi realizada pela Vunesp no mesmo período do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), em novembro de 2019. “O foco está na percepção que o estudante tem sobre si mesmo naquele momento específico de vida. Não foi avaliado seu desempenho socioemocional”, informou a pasta.
As pontuações do questionário, desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna, foram calculadas por meio da Teoria de Resposta ao Item e divididas em quatro níveis: pouco desenvolvido, medianamente desenvolvido, bastante desenvolvido e muito desenvolvido.
Na apresentação, a Secretaria de Educação mostrou que os resultados indicam que os estudantes de todas as séries se perceberam menos desenvolvidos nas competências de interesse artístico, tolerância à frustração, tolerância ao estresse e autoconfiança.
A análise dos resultados do 5º ano do Ensino Fundamental indica que as competências percebidas como mais desenvolvidas são: foco, persistência e confiança. Por outro lado, as competências percebidas como menos desenvolvidas foram empatia, responsabilidade e curiosidade para aprender. Já dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, destaque para as competências percebidas como menos desenvolvidas: autoconfiança, determinação e curiosidade para aprender. O cenário também muda nos resultados obtidos da 3ª séria do Ensino Médio. As competências percebidas como mais desenvolvidas são responsabilidade e respeito. Na contramão, persistência e confiança são as competências menos desenvolvidas.
O secretário da Educação, Rossieli Soares disse que a cada ano o estudante tem uma nova percepção. No entanto, ele enfatiza que a pesquisa é importante para apontar quais competências mais contribuem para melhorar o desempenho escolar, aumentar o pertencimento escolar e reduzir a violência escolar. “A pesquisa serve como um direcionador, para nos ajudar nestas questões. Assim, podemos dar suporte nas dificuldades que estão relatando”, explicou.
Três em cada dez alunos foram vítimas de bullying
Três em cada dez alunos da rede estadual de São Paulo afirmam ter sido vítimas de bullying e as agressões mais comuns são ligadas à aparência do corpo e rosto, além de cor ou raça. Os dados inéditos fazem parte de uma pesquisa divulgada pela Secretaria Estadual da Educação nesta quinta-feira, 20, que mapeou as competências socioemocionais dos alunos paulistas no ano de 2019. As informações são do Jornal O Estado de S. Paulo.
O estudo, realizado pelo Instituto Ayrton Senna, ouviu 110 mil estudantes, do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, em novembro de 2019, antes da pandemia, portanto. Participaram da pesquisa 3.586 escolas da rede estadual.