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Cidades

Patrulha Maria da Penha ganha força no combate à violência contra a mulher

Serviço é referência em Suzano, onde foram realizados cerca de 327 atendimentos, 11.428 rondas em 2020, segundo a GCM

23 maio 2021 - 12h12 Por Matheus Cruz - de Suzano
As cidades do Alto Tietê apostam na Patrulha Maria da Penha no combate à violência contra a mulher. O serviço é referência em Suzano, onde foram realizados cerca de 327 atendimentos, 11.428 rondas em 2020, segundo a Guarda Civil Municipal (GCM). 
 
Ainda segundo a GCM, foram efetuadas sete prisões em flagrante. O motivo foi o descumprimento de medida protetiva emitida pela Justiça. Também foram atendidos 30 casos de violência doméstica. Os dados do primeiro mês de 2021 ainda não foi fechada. 
 
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, a Patrulha Maria da Penha é "auxiliar e acompanhar mulheres vítimas de violência doméstica, moradores de Suzano, com base nas medidas emitidas pelo Juizado da Violência Doméstica e Familiar". Sendo assim, o objetivo é monitorar e proteger mulheres suzanenses que está sob medidas protetivas. 
 
Na prática, a vítima pode entrar em contato com órgãos de segurança, como a Polícia Militar (PM), Polícia Civil, ou a GCM. Em seguida, a vítima receberá orientação e entrará com um pedido de mediada protetiva. Em Suzano, a solicitação pode ser feita na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). 
 
Ao obter os documentos, a Patrulha Maria da Penha inicia o acompanhamento, realizando rondas, telefonemas e de visitas. Além de proteger, o monitoramento também busca deter agressores que não obedecem às medidas cautelares. 
 
Alto Tietê
 
O DS procurou as prefeituras da região. Biritiba Mirim informou que ainda não possui o atendimento específico e que os atendimentos são realizados pela Polícia Militar (PM). Já a Guarda Civil Municipal de Ferraz de Vasconcelos informou que possui uma viatura exclusiva para este tipo de atendimento, entretanto não existe um efetivo para atender exclusivamente destes casos.
 
A Guarda Municipal de Mogi das Cruzes informou que possui a Patrulha Maria da Penha. O serviço consiste em oferecer um acompanhamento preventivo e periódico, visando "garantir proteção às mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas de urgências expedidas pelo Poder Judiciário com base na Lei Maria da Penha 9Lei 11.340/2006)". Segundo o órgão, a Justiça determinou medidas protetivas a 724 vítimas que recebem a atenção da Patrulha Maria da Penha. 
 
Ainda segundo a Guarda Municipal de Mogi das Cruzes, pelo menos cinco agressores foram presos neste ano. Em 2020, 36 agressores foram detidos, ano em que a Patrulha Maria da Penha realizou 24,6 mil rondas, segundo informou a GCM.
 
Trabalho semelhante realizado pela Guarda Municipal de Itaquaquecetuba, onde é realizado "um trabalho de caráter preventivo e ostensivo, direcionado no acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar".

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