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Cidades

Vendas no comércio de Suzano seguem em ritmo lento

Comerciantes buscam saídas para driblar efeitos da pandemia

27 maio 2021 - 10h16 Por Thiago Caetano - de Suzano
Mesmo após a retomada, as vendas no comércio de Suzano seguem em ritmo lento. Comerciantes buscam fazer tudo que está ao seu alcance para atrair clientes para as lojas. As dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), no entanto, não desanimam os comerciantes, que buscam saídas para driblar efeitos da pandemia.
 
O movimento de pessoas nas ruas do Centro de Suzano na manhã desta quarta-feira (26) foi intenso. Fernanda Célia, vendedora de uma loja de roupas femininas localizada na Rua Benjamim Constant, no Centro de Suzano, relata que o movimento varia bastante. O melhor momento foi logo no início da retomada. Com a aproximação do Dia dos Namorados, a vendedora crê em uma melhora. “Nosso público-alvo é os jovens. Quando tudo voltou a abrir, vendemos bem. Agora está mais devagar. Esperamos que no Dia dos Namorados as vendas esquentam”, explicou.
 
Ela e mais uma funcionária tiveram as férias adiantadas. Outra estratégia, foram as vendas online, que se manteve aquecida durante a paralisação. “É difícil para a patroa colocar os funcionários em casa e fechar as portas. Traz muito prejuízo”. 

A mudança de estação traz grande expectativa para Lúcio Ricardo Amaral, proprietário de uma loja de calçados, também no Centro. As botas femininas, bastante comum nesta época, começam a ganhar espaço. Porém, as vendas caminham em ritmo bastante lento. “Está tendo um desenvolvimento. Promissor, mas fraco”, afirma.
 
Para ele, o principal fator que dificulta a melhora no movimento é a forma como a pandemia do é divulgada. Na sua opinião, isso mexe com a confiança do cliente. “Todo momento fala da pandemia na televisão. Há um sensacionalismo na divulgação das notícias e isso abala a confiança do público. Esse é o nosso principal obstáculo”, opinou. 
 
O mesmo ocorre no estabelecimento onde Camila Nascimento dos Santos atua como auxiliar administrativo, localizado na Rua Doutor Felício de Camargo. Por lá, a empresa precisou alterar seu quadro de funcionários, que agora é 50% menor. Ainda assim, não há espaço para o desânimo e a loja busca soluções para atrair o público. “Começamos com 14 funcionários e hoje temos 7. Muito difícil, mas temos fé de que irá melhorar. Estamos lutando. Fazendo panfletagem e vamos instalar um boneco inflável na frente da loja, para tentar atrair clientes”, disse Camila. 
 
Matheus Benevides também não está animado com a atual situação. Benevides é proprietário de uma loja de móveis para bebê e o movimento por lá também é fraco. “Está longe de ser como antes. Esse abre e fecha está dificultando. Não tem giro no caixa e muita gente está perdendo o emprego”, finalizou.

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