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Cidades

Identificação do 1º caso da variante indiana em SP deixa Alto Tietê em alerta

Paciente tem 32 anos, é morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e desembarcou em Guarulhos

28 maio 2021 - 05h00 Por de Suzano
A confirmação do primeiro caso da cepa B.1.617 do coronavírus, conhecida como variante indiana, em São Paulo, colocou o Alto Tietê em alerta.
 
O paciente tem 32 anos, é morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 22 de maio. A amostra foi enviada ao Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria Estadual da Saúde, e o sequenciamento, finalizado nesta quarta-feira, 26.
 
"O surgimento de uma nova variante mantém os municípios em alerta”, disse a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), Adriana Martins.
 
Ela afirmou, no entanto, que a Câmara Técnica vem trabalhando em várias frentes, como na articulação junto ao Governo do Estado para o reforço na imunização, incluindo o recebimento das segundas doses extras de CoronaVac; na busca por medidas alternativas, como o convênio firmado como Butantan para o tratamento de pessoas no estágio inicial da doença, utilizando o plasma convalescente de pessoas curadas e com anticorpos, e demais medidas. “Além disso, é importante reforçar que os municípios vêm seguindo os protocolos sanitários, medida essencial para o combate à disseminação do vírus", disse Adriana.
 
SÃO PAULO
 
Em São Paulo, o passageiro foi identificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pelo monitoramento no aeroporto, segundo informações do Jornal O Estado de São Paulo. 
 
O órgão federal informou a pasta estadual sobre o caso positivo quando o passageiro já havia embarcado em voo doméstico para o Rio de Janeiro. Segundo o governo estadual, não há registros de um caso autóctone desta linhagem no Estado de São Paulo.
 
A secretaria informou que, imediatamente após ser comunicada pela Anvisa, iniciou as medidas de vigilância epidemiológicas necessárias junto ao município. Foi solicitada a lista completa dos passageiros do voo, além dos nomes de todos os funcionários do aeroporto, laboratório e dos contatos do passageiro para isolamento e monitoramento. As equipes de vigilância do Rio de Janeiro também foram imediatamente notificadas para o acompanhamento do caso.

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