Em passagem pelo Alto Tietê nesta quinta-feira (17) para conversar com as lideranças políticas do campo progressista da cidade, Guilherme Boulos (PSOL) concedeu entrevista ao DS e aproveitou para dissolver sobre as articulações que estão sendo feitas visando as próximas eleições de 2022.
Provável candidato ao governo estadual, a visita do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) à região também teve o objetivo de possibilitar a construção de uma frente ampla de partidos progressistas do Alto Tietê. Na ocasião, Boulos ouviu e conversou com as lideranças de partidos e entidades sindicais.
Nas reuniões, o líder do MTST relatou que ouviu demandas importantes que precisam ser olhadas com atenção. Entre elas, o problema do desemprego na região.
“São fábricas que estão indo embora e cada vez mais a consolidação de um deserto de desemprego, fazendo as pessoas pegar trem lotado de manhã para trabalhar em São Paulo”, disse.
Além disso, Guilherme Boulos destacou a importância da criação de um programa para incentivar a produção da agricultura familiar na região, que é um importante cinturão verde para o estado.
“Os agricultores aqui da região são praticamente pequenos agricultores. Não têm aqui um grande agronegócio que tenha crédito no BNDES”, explicou.
Eleições
Para que os projetos sejam possíveis, o representante do PSOL busca a eleição ao governo do Estado em 2022. Apesar de ainda faltar mais de um ano para as eleições, Guilherme Boulos já tem seu nome à disposição para ser candidato.
“Já coloquei meu nome à disposição para a disputa do governo do estado em diálogo com os meus companheiros de partido, referências e lideranças de outros partidos do campo progressista. Acho que temos uma janela de oportunidades no ano que vem. O PSDB governa São Paulo há 30 anos, então tem um cansaço. Ninguém aguenta mais”, afirmou.
Em sua avaliação, é difícil imaginar um legado positivo que a população consiga lembrar com os anos de gestão do PSDB no Estado. Entre os pontos negativos do governo tucano, lembrou atraso de obras do metrô e a atual tentativa da implantação de um pedágio em Mogi das Cruzes.
“Um dos problemas do nosso estado, é que estamos sem rumo. Então estou conversando com as mais diferentes regiões do Estado”, completou.
Entre os desafios para 2022, Boulos também reforçou a necessidade da intensificação das articulações entre os próprios partidos de esquerda. Contudo, lembrou que esse processo é iniciado com o apoio das ruas, bem como a força dos movimentos sociais.