Manifestantes ocuparam o Largo do Rosário, em Mogi das Cruzes, neste sábado (19) pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ato teve início às 10 horas e reuniu cerca de 15 entidades, entre movimentos sociais, coletivos da cidade e partidos da oposição. No final, o grupo realizou uma carreata que circulou por algumas ruas do Centro.
Durante o protesto, representantes dos coletivos e movimentos reforçaram palavras de ordem contra o presidente da República, assim como em manifestações que ocorrem neste sábado em diversas cidades e capitais do país. Além do pedido pela vacinação em massa e o afastamento do presidente, as pautas antirracista, feminista e LGBT são defendidas nos protestos nacionais.
De acordo com a vereadora por Mogi, Inês Paz (PSOL), o ato é um marco para a história da cidade, já que desperta na população a necessidade de se manifestar diante do momento que o país atravessa.
“Já tivemos outras manifestações e aos poucos estamos percebendo a população se despertando. O dia 19 de junho vai ficar registrado na história. A região do Alto Tietê e Mogi está na luta pelo fora Bolsonaro”, disse a vereadora.
Entre os representantes dos movimentos sociais que estiveram no ato, o presidente da Unidade Popular pelo Socialismo (UP), Marcelo Viola, reforçou que apesar da manifestação ocupar as ruas, todos os cuidados sanitários estão sendo repassados aos envolvidos.
“Você pode ver que todos estamos usando máscaras e tentando ao máximo manter o distanciamento social. Entendemos que enquanto o presidente não ser afastado, o país vai continuar nesta situação de calamidade. O atraso na compra das vacinas é um genocídio”, afirmou.
Às 14h um ônibus com os participantes dos movimentos sairá de Mogi com destino ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde o ato está marcado para ocorrer às 16h.