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Cidades

Plano Cicloviário prevê 108 quilômetros de ciclovias na cidade

Objetivo é proporcionar as condições necessárias para que cada vez mais moradores utilizem a bicicleta não só como lazer, mas também para se locomover ao trabalho

13 setembro 2023 - 10h50 Por da Reportagem Local

O Plano Cicloviário e de Mobilidade Ativa, apresentado em maio deste ano, foi desenvolvido em conjunto com a TC Urbes, empresa especializada em projetos de mobilidade ativa. A proposta é implantar 108 quilômetros de ciclovias na área urbana e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte de forma segura e inclusiva, buscando criar uma rede cicloviária integrada com a infraestrutura urbana, a gestão municipal e as ações educativas complementares.

O objetivo é proporcionar as condições necessárias para que cada vez mais moradores utilizem a bicicleta não só como lazer, mas também para se locomover ao trabalho. Para isso, a proposta estabelece metas de adesão progressiva da população a esse modal. A ideia é garantir, dentro de cinco anos, que 5% das viagens internas no município sejam feitas pela rede cicloviária, e, em um espaço de dez anos, promover o deslocamento de 10% da população por bicicleta.

Atualmente, já estão em andamento obras que garantirão um acréscimo de 5,29 quilômetros nessa rede, sendo que a expectativa da administração municipal é de que até o fim do ano que vem, a malha cicloviária do município possa ser superior a 15 quilômetros, já incluindo o espaço específico para as bicicletas na rua Sete de Setembro e nas avenidas Jorge Bei Maluf e Senador Roberto Simonsen.

Além de conectar as duas regiões com o centro, está prevista a ligação desse modal com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), por meio da Linha 11-Coral. A partir desse ponto, um dos deslocamentos possíveis, utilizando-se a bicicleta, é a interligação com a Rota Caminho do Sal, entre Santo André, Mogi das Cruzes e Ribeirão Pires, permitindo o acesso à rodovia Caminho do Mar (SP-148) e à estrada Mogi das Cruzes, que possibilita passagem por área de montanha e vista para o mar. O projeto ainda sugere uma parceria com o Poá, para garantir a construção de um novo caminho cicloviário que possa encurtar a trajetória para os usuários de bicicleta que vivem nesta parte do município.

No processo de elaboração do traçado da rede, foram identificadas as vias mais movimentadas no município. Nessa fase, foram considerados os bairros de maior densidade demográfica e atração de viagens. O plano indicou a necessidade e importância de completar esta rede, de forma a tornar a bicicleta acessível à maior parte dos munícipes, e com isso foram idealizados mais 152,3 km de ciclovias, incluindo trechos voltados ao turismo rural. O objetivo é transformar Suzano na primeira cidade ciclável do Alto-Tietê.

Mapeamento

O mapeamento de ilhas de calor e do sistema de áreas livres e verdes está em processo de desenvolvimento em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), por meio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU Mackenzie), com base no Acordo de Cooperação Acadêmico-Científico e Cultural, firmado entre as instituições em outubro de 2022, e deve ser desenvolvido entre anos de 2023 e 2024.

São dois trabalhos desenvolvidos em equipes distintas que colaboram entre si. Ambos estão em elaboração e resultarão em um conjunto de recomendações que darão suporte para adoção de medidas de controle de ruído e calor nas suas diferentes regiões, auxiliando o município a estruturar um sistema de áreas verdes, visando atender demandas ambientais e sociais. As primeiras análises do estudo foram apresentadas no “Suzano do Amanhã + 5”. A equipe apresentou, na ocasião, resultados parciais obtidos por meio de simulações computacionais da área utilizando o software Envimet, medindo a temperatura superficial, distribuição da temperatura do ar e da umidade relativa do ar; levantamento de campo: variáveis ambientais e de ruído urbano; além de desenvolvimento de mapa de ruído.
 

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