A Fundação SOS Mata Atlântica divulga na terça-feira (19) a nova edição do relatório Observando o Tietê, parte do projeto Observando os Rios. Os dados trazem a evolução dos indicadores de qualidade da água na bacia hidrográfica do Rio Tietê, incluindo a mancha de poluição. Um dos principais rios de São Paulo, com 1.100 quilômetros de extensão, o Tietê é um símbolo do estado, tendo sido, nos últimos anos, objeto de políticas públicas e projetos para a sua despoluição.
O relatório será lançado às 14h30, no Teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP). O evento, uma celebração aos 30 anos do Observando os Rios, contará com apresentação dos dados, debate e homenagens, estando aberto ao público por meio de inscrição on-line.
30 anos do Observando os Rios
O projeto Observando os Rios celebra 30 anos de atividade em 2023, se consolidando como um dos mais duradouros esforços de mobilização, ciência cidadã e educação ambiental no Brasil.
Segundo a fundação, tudo começou quando um jacaré-de-papo-amarelo chamado "Teimoso" foi avistado nas águas poluídas do rio Tietê, em São Paulo, na década de 1990.
A persistência de Teimoso em sobreviver nas águas degradadas o tornou um símbolo na luta pelo Tietê, mobilizando a sociedade a se envolver nesse esforço. Em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, um abaixo-assinado com mais de 1,2 milhão de assinaturas foi entregue ao governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, exigindo a despoluição do rio. A partir daí, a Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) iniciou o "Projeto Tietê", que envolveu identificação e autuação de empresas poluidoras, bem como a construção de estações de tratamento de esgoto.
Para garantir o acompanhamento do projeto pela sociedade, a SOS Mata Atlântica criou, em 1993, um programa de monitoramento da qualidade da água, o Observando o Tietê. Em 2015, com a parceria da Química Amparo - Ypê, o projeto se expandiu para 17 estados com Mata Atlântica, se transformando em Observando os Rios.
O Observando os Rios é uma iniciativa da SOS Mata Atlântica que combina educação ambiental, mobilização social e ciência cidadã, destacando-se como uma ferramenta de influência política para promover a causa da Água Limpa. Atualmente, envolve mais de 2.700 voluntários em 250 grupos de monitoramento, abrangendo 125 municípios e 232 rios em áreas de Mata Atlântica em todo o Brasil.